Pediatra questionou mãe de Henry sobre causa da morte por mensagens: “Ele era saudável”

Polícia recuperou mensagens de Monique Medeiros com a médica Érica Mamede, que pediu acesso ao conteúdo do laudo de necropsia e afirmou que o menino “era bem cuidado”

Resumo da Notícia

  • A pediatra de Henry Borel, de 4 anos, mandou mensagens para mãe do menino questionando sobre o caso
  • A pediatra, que também é prima de Monique afirmou que Henry 'era saudável'
  • As mensagens foram recuperadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro no celular de Monique

Érica Mamede, pediatra de Henry Borel, de 4 anos, mandou mensagens para mãe do menino, Monique Medeiros, para tentar entender o que aconteceu com a criança. Durante a conversa recuperada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e divulgada pela Revista Época, a médica questiona a mãe sobre a morte da criança.

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Pediatra questionou mãe de Henry sobre causa da morte (Foto: Reprodução / G1)

Henry Borel chegou sem vida no hospital no dia 8 de março e, no dia 10, a pediatra envia uma mensagem a Monique às 18h59 questionando o laudo complementar da necropsia feito no corpo do menino, que apontava que o garoto havia morrido após ações contundentes que levaram à hemorragia interna e laceração hepática.

A pediatra, que também é prima de Monique questiona novamente sobre a morte do filho, “queria saber pois ele era tão bem cuidado. Eu não consigo imaginar o que pode ter acontecido”. A mãe responde: “Estou até agora sem entender por que isso foi acontecer com meu menino”.

No dia 16, Monique chamou novamente a pediatra para conversar sobre o assunto. “Prima, me ajuda a entender. Consegui agora. Ele chegou morto prima?” A médica, então, responde: “Sim. Foi feito de tudo e não voltou em nenhum momento”.

Então, ela ainda questiona se o advogado do casal teria acessado o laudo e qual seria a conclusão que ele chegou. Monique então responde que havia sido “hemorragia mesmo”. A médica responde: “Quando você puder e se puder me manda a foto pois eu gostaria de entender também o que aconteceu já que eu acompanhava ele e sei que era saudável”, afirma às 22h57 do dia 16 de março.

Antes dessas mensagens, no dia 18 de fevereiro, seis dias após um suposto episódio de agressão de Jairinho a Henry, Monique relatou para a prima que Henry estava ‘com medo excessivo de tudo’. “Henry está com medo excessivo de tudo, tem um medo intenso de perder os avós, está tendo um sofrimento significativo e prejuízos importantes nas relações sociais, influenciando no rendimento escolar e na dinâmica familiar. Disse até que queria que eu fosse pro céu pra morar com meus pais em Bangu. Quando vê o Jairinho ele chega a vomitar e tremer”, escreveu na ocasião.

Em depoimento à polícia, a pediatra disse não ter notado nenhum comportamento diferente do menino e informou que foi procurada pela mãe do garoto porque ele não estava querendo frequentar a escola e ficar na casa dela, onde morava com o parlamentar.

Mãe de Henry é isolada com Covid-19 em hospital penitenciário

A mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, Monique Medeiros, testou positivo para o Covid-19 nesta segunda-feira, 19 de abril. A professora foi levada para o o Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, onde fez os exames e foi diagnosticada com o vírus.

Monique Medeiros, mãe do menino Henry, é isolada com Covid em hospital penitenciário (Foto: Reprodução / TV Globo)

Agora, Monique Medeiros ficará em isolamento no hospital, de acordo com informações do G1. A professora e o Dr. Jairinho foram presos acusados de atrapalhar a investigação do caso, que apura se o padrasto agrediu a criança, o que teria causado a morte de Henry no dia 8 de março.