Pesquisadores encontram 77 novas moléculas que poderão combater o coronavírus

Com o supercomputador IBM AC922 Summit, um grupo de cientistas americanos encontraram uma possível maneira de ajudar na criação de vacinas e remédios contra o Covid-19

Resumo da Notícia

  • Grupo de pesquisadores encontram 77 moléculas que poderão ajudar na fabricação de vacinas e remédios contra o coronavírus
  • A pesquisa foi feita com um supercomputador
  • Para realizar os testes, eles constituíram um modelo digital da proteína Sars-Cov-2
Pesquisadores procuram novas possibilidades para a cura do coronavírus (Foto: Getty Images)

Diversos cientistas ao redor do mundo estão trabalhando para encontrar uma possível cura para o novo coronavírus. O supercomputador IBM AC922 Summit, que foi desenvolvido para trazer rapidez e eficácia ao trabalho dos cientistas, entrou na lista dos aliados para combater o covid-19.

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Os pesquisadores do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) usaram a máquina para realizar simulações digitais de 8 mil compostos a fim de rastrear aqueles com maior capacidade de impedir que o vírus infecte células hospedeiras. Para conseguir as respostas, o cientista Micholas Smith construiu um modelo digital da proteína Sars-Cov-2, a proteína do novo coronavírus.

Smith, então, realizou testes que analisaram os movimentos dos átomos e das partículas na proteína. Ele selecionou uma série de compostos e acoplou-os à proteína, para conferir se algum deles seria capaz de impedir o microrganismo de aderir às células humanas. O resultado foi uma lista com 77 moléculas que podem ser essenciais para as descobertas de vacinas e remédios. Entre as moléculas estão presentes medicamentos e substâncias naturais.

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O cientista Jeremy Smith, que também faz parte do grupo de pesquisa, ressaltou em comunicado a importância do uso do supercomputador. “Demorou um dia ou dois, enquanto levaria meses em um computador normal. Nossos resultados não significam que encontramos uma cura ou tratamento para o coronavírus, mas temos muita esperança de que nossas descobertas ajudem estudos futuros”, falou.

A equipe planeja aprimorar o estudo e refazer os testes com uma nova versão da proteína, o que poderá alterar a classificação dos produtos mais promissores. Os cientistas ressaltaram a importância de realizar testes práticos dessas moléculas antes de determinar qualquer possível usabilidade.

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