Petrópolis: mulher morre no temporal da mesma forma que a avó, 50 anos depois

As duas, que têm o mesmo nome, foram vítimas das chuvas na cidade, meio século de diferença

Resumo da Notícia

  • Mulher morre no temporal em Petrópolis da mesma forma que a avó, 50 anos depois
  • As duas, que têm o mesmo nome, foram vítimas das chuvas na cidade, meio século de diferença
  • As chuvas desta semana já deixaram centenas de vítimas

Cecilia Lima Fiorese, de 40 anos, foi uma das centenas de vítimas das chuvas que destruíram boa parte da cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro nesta semana. A mulher faleceu da mesma forma que a avó, que foi vítima de uma chuva que devastou a cidade em 1971.

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Na manhã do dia 25 de novembro de 1971, um grande aguaceiro atingiu a casa de Cecilia Eler de Lima, que morreu no local, aos 55 anos. Como forma de homenageá-la, o nome da neta foi escolhido com cuidado: seria o mesmo que o da avó. Agora, mais de meia década depois, a neta faleceu nas mesmas circunstâncias que a avó.

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As chuvas devastaram regiões de Petrópolis (Foto: Reprodução / g1)

Assim como a mãe, a dona Nadir, que completa 72 anos na próxima segunda-feira, Cecilia morou a vida inteira em Petrópolis. O ex-marido dela contou, em entrevista ao jornal Extra, que os dois pensaram em deixar a cidade, mas com a chegada do filho do casal, que hoje tem 6 anos, o casal decidiu deixar os planos para mais tarde. Apesar disso, a família sempre sofreu com medo os temporais que atingiam a região.

A última vez que Cecília falou com a família foi às 17h58. O ex-marido enviou alguns vídeos da cidade e perguntou como ela estava, que, por sua vez, respondeu: “de boa”.  Em seguida, Cecilia enviou imagens que já mostravam a água tomando a Rua Teresa, onde ela trabalhava. A região foi uma das mais afetadas pela chuva.

Pouco depois, os familiares já não conseguiram mais contato com ela. Foi questão de tempo até receberam a informação de que a clínica onde ela trabalhava havia desabado.  “Quando cheguei, eu ajoelhei, pedi a Deus, chorei muito. A família me ligava, eu só respondia que o que nos restava era orar por um milagre, porque a cena era apavorante. Infelizmente, não adiantou”, relembrou o ex-marido.

Petrópolis: mulher morre no temporal da mesma forma que a avó, 50 anos depois
Petrópolis: mulher morre no temporal da mesma forma que a avó, 50 anos depois (Foto: reprodução Instagram)

Ainda ao jornal Extra, uma pessoa que testemunhou a cena chegou a falar que conseguiu contato com Cecília, que disse que a perna estava presa. Os profissionais, porém, não conseguiram salvá-la a tempo. “Eu perdi o amor da minha vida. Nós estávamos separados há dois anos, mas ainda éramos casados no papel, tínhamos uma relação muito boa. Saíamos juntos, passeávamos com o nosso menino. Eu não sei como vou seguir em frente”, desabafou Alessandro.