Planeta Terra está girando mais rápido do que nunca: veja o que isso significa

Esse fenômeno nunca antes visto foi identificado em 2020 e tudo indica que 2021 seja ainda mais “acelerado”. Os cientistas estudam a possibilidade de “cortar” um segundo

Resumo da Notícia

  • O planeta Terra nunca fez a rotação tão rápido como em 2020
  • Por isso, pode ser necessário no futuro "retirar" um segundo do relógio internacional
  • A mudança é tão sutil que só poderia ser perceptível para um ser humano daqui centenas de anos

Se você tem a sensação de que o tempo está “voando” não é a toa. Isso porque foi identificado que a Terra tem “girado” mais rápido do que o normal, de acordo com os cientistas. E isso não é de hoje, 2020 não apenas foi um ano “mais curto” em comparação a outros anteriores, como o mais curto da história desde o início das medições, 50 anos atrás.

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A diferença é de milésimo de segundo (Foto: iStock)

Até 2019 o dia mais curto havia sido registrado em 2005 e ele foi superado 28 vezes no último ano. Assim, pode ser necessário adiantar os relógios, mas isso nem será perceptível, já que a mudança fica na casa dos milésimos de segundo.

Teoricamente, o dia (com 24 horas) possui 86.400 segundos. E em 19 de julho de 2020, por exemplo, a rotação completa do planeta aconteceu 1,4602 milésimo de segundo mais depressa. Ao que tudo indica, 2021 deve superar a marca de 2020 e se tornar o ano mais rápido de todos.

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Isso porque os dias, em média, deverão ter 0,5 milissegundo a menos que o “normal”. As transformações são tão sutis que só foram notadas com o auxílio de relógios atômicos de grande precisão, que chegaram por volta de 1960.

É a primeira vez na história que há esse “adiantamento” (Foto: reprodução/Nasa)

Com esses medidores, os especialistas, em um primeiro momento, notaram um maior tempo de rotação da Terra. Por isso, a partir de 1970, “adicionaram” 27 segundos no tempo atômico internacional, permitindo a sincronia para que o Sol esteja sempre no meio do céu ao meio-dia.

Esse acréscimo acontecia sempre ao final dos semestres: 30 de junho e 31 de dezembro, sendo implementados até 2016. Porém o fenômeno agora é o contrário, a volta da Terra está acelerada, podendo ser preciso pela primeira vez na história “retirar” um segundo dos relógios internacionais.

Os cientistas estipulam um atraso de 19 milésimos de segundo ao total em 2021. Já há um debate se deve ou não ajustar os ponteiros, mas mesmo que as correções no relógio não sejam feitas, demoraria centenas de anos para um ser humano comum percebê-las.

Enquanto o último domingo (03) teve 23 horas 59 minutos e 59,9998927 segundos, a segunda-feira (04) ultrapassou um pouco as 24 horas.

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