Polícia conclui inquérito e responsabiliza donas de escola infantil por maus-tratos e tortura

As irmãs Roberta e Fernanda foram presas preventivalmente por maus-tratos e tortura contra 9 crianças em uma escola infantil, uma funcionária também foi indiciada e agora o Ministério Público irá decidir se denuncia ou não as mulheres pelos crimes

Resumo da Notícia

  • A Polícia Civil concluiu o inquérito e responsabilizou criminalmente as duas donas e uma funcionária da Escola Infantil Colmeia Mágica
  • As irmãs Roberta e Fernanda foram presas preventivalmente por maus-tratos e tortura contra 9 crianças
  • Uma funcionária também foi indiciada mas responde em liberdade

Você provavelmente deve ter visto um vídeo que circulou nas redes sociais mostrando crianças amarradas com uma espécie de camisa de força no banheiro de uma escola infantil. As suspeitas foram presas preventivamente, e hoje a Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito e responsabilizou criminalmente as duas donas e uma funcionária da Escola Infantil Colmeia Mágica, na Zona Leste.

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As suspeitas são acusadas de tortura, maus-tratos, associação criminosa, perigo de vida e constrangimento. O relatório final da investigação, com o indiciamento das irmãs Roberta e Fernanda Semer e a pedagoga Solange Hernandez, foi encaminhado para análise do Ministério Público (MP). O órgão decidirá se denuncia ou não as mulheres pelos crimes. Se a Justiça aceitar as acusações da Promotoria, as três se tornarão rés no processo.

As donas da escola infantil foram presas por maus-tratos e tortura
As donas da escola infantil foram presas por maus-tratos e tortura (Foto: Reprodução/G1)

As donas da escola estão presas preventivamente pelos crimes. Roberta foi detida na quinta (28) após se entregar em uma delegacia em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Ela estava foragida há mais de um mês. Fernanda havia sido presa antes, na segunda (25), na casa de parentes em Mogi das Cruzes. Solange responde em liberdade.

De acordo com a polícia, além de atrapalharem a investigação, as irmãs Serme se mudaram de suas casas sem informar os novos endereços à Justiça. Já Solange, a funcionária, compareceu na delegacia que investiga o caso e colaborou com a apuração.