Polícia identifica motorista que arrancou passageira pelo cabelo e bloqueia perfil em aplicativo

Um vídeo gravado pela passageira mostrou o motorista se recusando a levá-la em uma aldeia indígena na Região Metropolitana de Curitiba

Resumo da Notícia

  • Uma mulher gravou e divulgou nas redes sociais um vídeo de um motorista de aplicativo
  • No vídeo o homem a expulsava do carro pelo cabelo, por se recusar a levá-la a uma aldeia indígena
  • A polícia já identificou o motorista e a empresa bloqueou ele do aplicativo

Uma mulher gravou e divulgou nas redes sociais um vídeo onde mostra um motorista de aplicativo sedo rude com ela, não apenas verbalmente mas o homem a atacou fisicamente, puxando ela para fora do carro pelo cabelo, por não aceitar levá-la até uma aldeia indígena.

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A Polícia Civil informou na última terça-feira que já identificaram o motorista e ele foi bloqueado do aplicativo. O caso é investigado pela Delegacia de Piraquara e aconteceu na semana passada. Segundo a polícia, o motorista deve ser indiciado por lesão corporal e injúria qualificada – quando uma ofensa é motivada por cor, raça ou etnia.

Ontem, o delegado responsável pelas investigações, Paulo Renato de Araújo, colheu o depoimento da passageira – a professora Dayane Padilha. De acordo com Araújo, o motorista também foi chamado a prestar depoimento. A professora disse que, apesar de ser difícil relembrar do episódio, se sente aliviada por ver que o caso não deve ficar impune e que as investigações avançam.

A passageira prestou depoimento contra o motorista de aplicativo
A passageira prestou depoimento contra o motorista de aplicativo (Foto: Reprodução/G1)

A empresa 99, pela qual o investigado prestava serviço no momento da agressão, disse em nota que bloqueou permanentemente o perfil do motorista e que lamenta profundamente o ocorrido. “Mobilizamos uma equipe que realizou acolhimento à Dayane e suporte para acionamento do seguro. Também efetuamos o estorno do valor total pago na corrida. A plataforma está disponível para colaborar com as investigações das autoridades locais”, disse a empresa ao portal do G1.

Além disso, a 99 disse ter uma política de tolerância zero à qualquer tipo de discriminação e violência. “Em comportamentos como esse, que vão contra os Termos de Uso e o Guia da Comunidade 99, todas as medidas são adotadas, incluindo o bloqueio do perfil do agressor e apoio às investigações”, disse em nota.