Polícia prende casal condenado por estupro de vulnerável contra filha de 7 anos

O pai, de 54 anos, foi condenado pela prática do estupro, e a mãe, por omissão do crime

Resumo da Notícia

  • No interior do Rio Grande do Norte, um casal foi preso por estupro de vulnerável
  • O pai estuprava a filha desde os 7 anos
  • O pai foi condenado pela prática do estupro de vulnerável
  • A mãe foi condenada por omissão, o que se iguala ao crime de estupro por ela ser a genitora

Em Parelhas, no Rio Grande do Norte, policiais civis prenderam na última quinta-feira, dia 30 de junho, um casal condenado pelo crime de estupro de vulnerável contra a própria filha. A criança tinha 7 anos quando o crime se deu início. A prisão foi realizada pela 96ª Delegacia de Polícia Civil de Parelhas.

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Ambos os pais tinham mandados de prisão em aberto expedidos pela Vara Única da Comarca de Parelhas, do Tribunal de Justiça do RN (TJRN). O homem, de 54 anos, foi condenado pela prática de estupro de vulnerável e a mãe, de 44, por omissão. De acordo com a Polícia Civil, como ela é genitora, a omissão se iguala à prática. Pai e mãe foram conduzidos até a Delegacia de Parelhas, e logo depois, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão presos e à disposição da Justiça.

Como proteger seu filho de abusos sexuais

Você já conversou com seu filho sobre o que é abuso sexual? O tema é bastante delicado, mas as crianças precisam se sentir seguras para contar aos pais ou para pessoas de confiança quando alguém tenta tocá-las de forma inapropriada ou até abusá-las de alguma forma. Por se tratar de um assunto que ainda é considerado tabu, muitas pessoas ignoram o problema. Só que é muito importante dizer para seu filho que, sempre que ele se sentir incomodado com algum toque, ele deve dizer “não” e contar imediatamente para alguém de confiança o que está acontecendo.

Falar sobre sexualidade com as crianças é um dos melhores caminhos para evitar os abusos sexuais. A Organização das Nações Unidas já se posicionou dizendo que a educação sexual ajuda a evitar casos de violência, abuso infantil e gravidez na adolescência. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também defende a informação de qualidade como um dos melhores jeitos de prevenção. E os especialistas são categóricos: essa é uma conversa que deve começar dentro de casa.

Você não precisa (e nem deve) bombardear seu filho com todas as informações de uma vez só. O ideal é que as explicações venham aos poucos, quando a criança der “brechas” para isso. Um estudo publicado no Journal of Adolescent Health mostrou que uma única conversa não resolve o problema. É preciso que esse papo aconteça de forma constante e natural, desde cedo.

“Os pais devem conversar frequentemente com seus filhos sobre muitos aspectos da sexualidade de uma forma que ajude a criança a se sentir confortável e ouvida, mas nunca envergonhada”, explica Laura Padilla-Walker, uma das autoras da pesquisa. Os resultados também mostraram que quem tem esse canal de comunicação aberto durante a infância costuma ter relações sexuais mais seguras quando adulto.