Família

Por que meu filho precisa de limites?

Nada de culpa! As crianças precisam disso e a responsabilidade é nossa

Helena Fonseca

Helena Fonseca ,filha de Bethania e Paulo

(Foto: iStock)

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Quando realizamos o sonho de ter um filho, sempre queremos aproveitar a parte boa, de cuidar, amar, dar carinho. Mas a gente sabe que existe uma parte que muitas vezes é complicada: educar; e uma das maneiras de fazer isso é impondo limites. A palavra pode parecer meio forte, mas precisamos ter em mente que nossos filhos estão aprendendo tudo ainda. Eles não sabem até onde podem ou não ir, o que podem ou não fazer – e é nosso papel ensiná-los. Uma criação com regras é fundamental para uma infância saudável e para que ele se torne um adulto melhor.

A psicóloga infantil Carol Braga, mãe de Isabela e Ricardo, explica que os limites são necessários para o bem da criança, pois eles evitam, por exemplo, até que ela se machuque. “As crianças necessitam de um freio em suas atitudes, pois com isso ela sente que você se importa com o que ela faz, como e porque ela faz”, afirma Carol.

Muitas vezes pensamos que o sinônimo de limite é bronca, mas não é não. Carol explica que, na maioria dos casos, não precisamos falar em punição quando estamos disciplinando nossos filhos, existe uma maneira bem mais eficaz:A melhor saída é mostrar a maneira certa de agir através de exemplos. Enquanto são pequenas, as crianças aprendem tudo o que sabem com os pais. Portanto, se elas não têm limites, saiba que a responsabilidade não é delas, é sua!”.

Mônica Pessanha, psicóloga e mãe de Melissa, concorda com Carol e afirma que há uma grande diferença entre limite e bronca. “Na bronca não há uma conversa, só um fala. No diálogo há realmente uma conversa a dois, no qual se ouve e fala, questiona e pergunta, compreende e transforma”. Mas calma, a psicóloga tranquiliza: às vezes a criança vai precisar levar uma bronca, e está tudo bem também.

Pode ser difícil impor limites a quem mais amamos. O sentimento de culpa pode tomar conta da gente e nos fazer sentir péssimos pais, mas não é para ser assim. Carol explica que nós podemos e devemos ter atitudes amigáveis com nossos filhos, mas precisamos ter claro que não somos seus amigos no sentido de uma relação linear. Na relação entre pais e filhos deve haver autoridade, sim, mas isso não significa que você precisa ser autoritário. A melhor solução é jogar limpo com seu filho, mostrar os limites e sempre explicar o porquê de não ter gostado de alguma atitude dele. Assim, as crianças podem refletir e de fato aprender com seus erros.

Podemos pensar que os limites são importantes na infância dos nossos filhos, para eles serem crianças comportadas e educadas, que não aprontam por aí. Mas o caráter do adulto que nossos filhos se tornarão começa a se formar agora: “Tendo uma noção clara de si mesmo, a criança vai se fortalecendo e crescendo um adulto mais seguro e resiliente para suportar os desafios da vida”, afirma Mônica.

Lembre-se sempre: nosso papel é amar e também educar. Impor limites não faz de você um péssimo pai ou mãe, muito contrário, exercer seu papel de mostrar o caminho demonstra que você se preocupa com o seu filho e com o futuro dele.

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