Preço do material escolar sobe três vezes mais que a inflação em 2022: veja dicas para economizar

Segundo dados de uma pesquisa recente, o valor dos itens subiram 30,1% em comparação com o último ano

Resumo da Notícia

  • Preço do material escolar sobe três vezes mais que a inflação em 2022
  • Segundo dados de uma pesquisa recente, o valor dos itens subiram 30,1% em comparação com o último ano
  • Os dados são relacionados aos itens da educação infantil
  • Os materiais necessários para o ensino fundamental e médio também tiveram um aumento considerável, apesar de menor

Todo começo de ano um assunto volta à tona: a compra de material escolar das crianças. As listas enormes podem ser um desafio para o bolso de muitas famílias. Neste ano em especial, a compra dos itens para a escola virou um peso adicional, principalmente para pais de crianças que estão matriculados na educação infantil. Isso porque, segundo dados divulgados em uma pesquisa pesquisa do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) e da plataforma V+ (que coleta informações sobre as cotações desses itens em sites de lojas físicas e virtuais), os preços da cesta de materiais escolar para o ensino infantil subiram 30,1% em 2022.

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O número representa um aumento maior que o valor da inflação. “A inflação da cesta de material escolar da educação infantil é praticamente três vezes a inflação oficial”, afirma o presidente do Ibevar e responsável pelo estudo, Cláudio Felisoni De Angelo, como apontado pelo jornal R7. Nos últimos 12 meses (de janeiro para cá), a inflação geral do país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumulou alta de 10,38%.

Preço do material escolar sobe três vezes mais que a inflação em 2022: veja dicas para economizar
Preço do material escolar sobe três vezes mais que a inflação em 2022: veja dicas para economizar (Foto: Reprodução / Getty Images)

Os materiais escolares do ensino infantil não foram os únicos que subiram além da média. A alta também foi constatada nos itens necessários para o ensino fundamental, que registrou um aumento de 24,3% . Quando falamos do ensino médio, o aumento foi mais singelo em comparação às outras faixas etárias, mas seguiu maior do que a inflação, subindo 13,5% no mesmo período.

A pesquisa foi feita com base nos materiais requisitados por escolas em São Paulo para os três níveis de ensino. Em uma lista de 40 objetos pesquisados para compor o material dos três níveis de ensino, 32 ficaram mais caros em relação ao último ano. Destes 40, 5 tiveram uma queda no preço e somente 3 mantiveram o mesmo valor que o último ano.

Além do aumento nos preços, a pesquisa também apontou mudanças nos perfis das lojas após a pandemia. Segundo os dados que foram apresentados, houve um movimento forte de abertura de pequenas papelarias, tanto no ramo online quanto físico. Desde abril de 2020, mais de 10,2 mil pequenas empresas começaram a atuar neste segmento, segundo os dados.

Como economizar na hora de comprar materiais escolares

Para te ajudar nesta missão de volta às aulas (que não é impossível!), separamos conselhos valiosos do que fazer para analisar a lista com muito cuidado. Então, já separa papel e caneta para anotar cada um deles e arrasar nas compras!

Reinaldo Domingos, PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, explica que cair no descontrole financeiro logo no início do ano é um risco, portanto é superimportante orientar sobre o limite do orçamento.

“Esse é um dos maiores gastos do início do ano e devido à falta de educação financeira, diversas despesas se acumulam e as famílias se perdem em meio a tantas contas para pagar, muitas vezes, ultrapassando o limite de ser orçamento financeiro”, comenta.

Como economizar na hora de comprar materiais escolares 
Material escolar: como economizar na compra (Foto: Getty Images)
  • 1- O material escolar precisa fazer parte do orçamento da família

Como é algo recorrente e que, geralmente, precisa ser comprado cerca de duas vezes ao longo do ano, o especialista comenta que o hábito precisa entrar para o planejamento da família. “Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos a vista e obter bons descontos”.

  • 2- Reaproveite o material

Antes de comprar qualquer item novo, é super válido olhar o que a criança já tem para ser usado novamente. Portanto, a mochila, régua, estojo, canetas e tesouras são campeãs neste quesito. Apesar de todo mundo amar ganhar materiais novinhos em folha, é preciso equilibrar a situação com a realidade financeira da família, além de apostar também no consumo consciente.

  • 3- Livros também podem ser reutilizados

A gente sabe que grande parte deles costuma ser bem caro, mas é possível economizar (ou não gastar nada) nesta dica. Reinaldo orienta que vale a pena procurar pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível se estiverem em boas condições de uso. Um outro conselho é “trocar figurinhas” com outras famílias em grupos de WhatsApp e Facebook para o reaproveitamento do material.

  • 4- Junte-se com outros pais na hora de comprar o material

Para conseguir um preço ainda mais acessível, o especialista comenta a possibilidade de adquirir o material escolar a partir do atacado. Com isso, você pode se reunir com outras famílias e comprar maiores quantidades de lápis, canetas, cadernos e borrachas, por exemplo, por um preço menor.

  • 5- Conversar com as crianças é essencial

Antes de fazer as compras, seja online ou presencial, é superimportante conversar antes com o seu filho sobre o orçamento da família para que não haja nenhum tipo de frustração tanto pelo lado da criança, como dos pais. Além disso, fazer um planejamento ajuda a não se deixar levar pelo impulso e não gastar mais do que deveria.

  • 6- Planeje-se

Apesar da dica parecer clichê, ela é fundamental para a organização financeira da família. Então, antes de começar as compras tenha em mente exatamente o que precisa ser adquirido, o que pode ser reutilizado e ainda o que será comprado mais para frente para não comprometer o orçamento.

Na hora de realizar o pagamento, o especialista explica que “o ideal é sempre negociar como se fosse pagar à vista, mas depois buscar por um parcelamento sem juros nas mesmas condições, mas sempre com parcelas que caibam no bolso para não comprometer as finanças de 2021 por vários meses”, conclui.