Prefeitura de São Paulo cancela festas de Réveillon e mantém obrigatório o uso de máscaras

A decisão foi tomada a partir do surgimento de casos da nova variante ômicron na capital

Resumo da Notícia

  • A prefeitura de São Paulo decidiu cancelar as festas de ano novo
  • O uso de máscaras continuará sendo obrigatório na capital
  • Essas medidas foram tomadas após o aparecimento da variante ômicron no Brasil

A Prefeitura de São Paulo decidiu cancelar a festa de Réveillon 2022,  além de manter a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes abertos na cidade. Isso se deve à não erradicação completa da Covid-19 e ao surgimento da nova variante ômicron, que já foi detectada em 3 pessoas no Brasil.

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O uso das máscara continuará sedo obrigatório mesmo em lugares abertos em São Paulo
O uso das máscara continuará sedo obrigatório mesmo em lugares abertos em São Paulo (Foto: Getty Images)

Em entrevista ao portal UOL, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse: “o estudo da vigilância sanitária, que estava previsto para dia 5, foi concluído antes e indica a necessidade de continuidade de uso da máscara. A nova variante requer monitoramento para identificar como irá se comporta”. O prefeito e o governador Jõa Dória (PSDB), estão nos Estados Unidos e falarão com a imprensa em Nova York.

Após resultado de estudo sobre a situação epidemiológica da cidade, feito pela própria gestão municipal, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, disse que apesar de os indicadores estarem sob controle na capital, o surgimento da variante “nos impõe essa necessidade”. Ele aponta que assim como as máscaras ajudaram a reduzir os índices de transmissibilidade do vírus anteriormente, agora será da mesma maneira.

Festas de ano novo

As festas de ano novo foram canceladas pela prefeitura de São Paulo
As festas de ano novo foram canceladas pela prefeitura de São Paulo (Foto: GettyImage)

As festas foram canceladas ontem, quarta-feira, 01 de dezembro. “Vamos no caminho da cautela e do zelo para proteger vida, não é hora de fazer festa de Réveillon. Os prefeitos podem tomar medidas mais duras que as do estado, mas não mais facilitadoras”, disse João Dória. Ao menos 16 capitais no Brasil já desistiram de eventos públicos no fim do ano: Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Palmas, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Luís e Vitória.
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A tradicional e tão esperada festa de ano novo na Avenida Paulista já estava sendo organizada pela Prefeitura de São Paulo, mas agora o evento está “condicionado ao quadro epidemiológico relativo à pandemia de covid-19 e entendimento das autoridades de saúde pública e sanitárias”.

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que o estado tende a não apoiar a realização de festas de Réveillon, mas ressaltou que o Carnaval, previsto para daqui três meses, pode acontecer se os indicadores da pandemia estiverem controlados.

Vvariante ômicron

Descoberta originalmente na África do Sul, a ômicron surpreendeu os pesquisadores devido à quantidade de mutações que apresenta, oito vezes maior do que as demais outras já identificadas e classificadas.

A explicação dos cientistas para o número inédito é a de que, pelo fato de apenas 7% dos habitantes do continente africano estarem totalmente vacinados, a disseminação e surgimento do vírus são facilitadas. “Surgem mutações nos vírus o tempo inteiro. As variantes que conseguem se disseminar são aquelas que tem uma capacidade maior de replicação e tem uma vantagem adaptativa. Os locais com baixos níveis de vacinação são locais mais propícios para o surgimento de novas variantes.”, afirma o infectologista Dr. Gerson Salvador, pai de Laura, Lucas e Luís.

Essa nova variante, com cerca de 50 mutações, tem maior capacidade de infecção e também de contaminação. Sobre o uso da vacina contra a ômicron, o infectologista disse: “Não temos dados, não temos como afirmar absolutamente nada sobre a eficácia dessa vacina contra essa variante nova”.ariante ômicron

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Descoberta originalmente na África do Sul, a ômicron surpreendeu os pesquisadores devido à quantidade de mutações que apresenta, oito vezes maior do que as demais outras já identificadas e classificadas.

A explicação dos cientistas para o número inédito é a de que, pelo fato de apenas 7% dos habitantes do continente africano estarem totalmente vacinados, a disseminação e surgimento do vírus são facilitadas. “Surgem mutações nos vírus o tempo inteiro. As variantes que conseguem se disseminar são aquelas que tem uma capacidade maior de replicação e tem uma vantagem adaptativa. Os locais com baixos níveis de vacinação são locais mais propícios para o surgimento de novas variantes.”, afirma o infectologista Dr. Gerson Salvador, pai de Laura, Lucas e Luís.

Essa nova variante, com cerca de 50 mutações, tem maior capacidade de infecção e também de contaminação. Sobre o uso da vacina contra a ômicron, o infectologista disse: “Não temos dados, não temos como afirmar absolutamente nada sobre a eficácia dessa vacina contra essa variante nova”.