“Presenciei criança ficar em torno de 4, 5 horas em pé”, diz professora de escola que prendia crianças amarradas

A professora da escola infantil Colmeia Mágica, localizada na Zona Leste de São Paulo, falou que presenciou cenas crianças sendo castigadas na sala da diretora

Resumo da Notícia

  • As crianças ficavam em pé na sala da diretora em forma de castigo
  • Além da sala de diretoria, os alunos também eram castigados a ficar no banheiro
  • A diretora da escola segue foragida

Durante o programa Fantástico, da TV Globo, que foi ao ar ontem, 27 de março – uma das professoras revelou mais uma atitude agressiva que a escola tinha para com seus alunos. Segundo a profissional, as crianças eram obrigadas a fica em pé, por horas a fio, dentro da sala da diretoria. Tal medida era dada como “castigo”, para aqueles alunos que desobedecessem qualquer regra imposta.

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Na entrada da sala da diretora da escola infantil, tinha o chamado “cantinho do pensamento”, local que determinado aluno permanecia em pé, após fazer algo fora dos padrões estabelecidos. Além disso, havia o castigo dentro do banheiro, dedicado à crianças que chorassem muito e, também, para aquelas que não queriam sair das fraldas.

“Essa questão do choro incomodava muito ela. Muito, era uma coisa assim fora do normal. Ela ficava muito brava. E muitas vezes a gente teve que abraçar as crianças assim para abafar o choro para ela não ouvir”, disse Eliane, umas das profissionais da escola.

Escola que colocou bebês em 'camisa de força' já foi investigada por morte de bebê no passado
Escola que colocou bebês em ‘camisa de força’ já foi investigada por morte de bebê no passado (Foto: Reprodução / g1)

Além disso, ele contou sobre o polêmico “charutinho”, ação de envolver as crianças amarradas em um pano. “Já vi até cinco bebês no banheiro. A explicação do charutinho, o que que ela passava para gente, que isso era um procedimento feito para eles ficarem mais calmos, que eu poderia até pesquisar na internet que isso era uma técnica usada pelos chineses”.

No entanto, essa técnica é refutada pela Telma Vinha, pedagoga da Unicamp. “De fato, charutinho existe mas com bebê recém-nascido. Em que você envolve o bebê para ele se sentir no útero. Então como cabe, ele fica apertadinho, você usa para acalmar a criança. Mas isso é inadmissível com as crianças maiores”, finaliza.