Professora inspira aluna com deficiência auditiva escolher a mesma profissão

Menina se sente inspirada por docente a escolher a profissão de professora

Resumo da Notícia

  • Professora, Valéria, inspirou menina a seguir a mesma profissão
  • Emilly fez uma um laço de amizade com a docente, na qual construiu grande admiração
  • A mãe da menina afirmou que ela teve um grande desenvolvimento quando começou ter aulas com Valéria

A professora, Valéria Freitas da Silva Vilanova, dá aulas especificamente para alunos com deficiência visual, auditiva e intelectual, em Campinas, interior de São Paulo. Recentemente, uma das alunas se sentiu inspirada a seguir a mesma profissão da docente, devido ao laço de carinho que as duas criaram.

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A profissional dá aula para 39 crianças entre 6 a 14 anos na Escola Municipal de Ensino Fundamental Oziel Alves Pereira (Emef) e segundo o portal de notícias, G1, ela tem inspirado diversos alunos com o cuidado e profissionalismo.

Criança se sente inspirada pela professora
Criança se sente inspirada pela professora (Foto: Reprodução / Razões Para Acreditar)

“A educação especial mudou minha vida, me fez vê-la de outra forma. Aprendi com as famílias e professores que já estavam nessa área, mas principalmente com as crianças”, disse a professora.

“É lindo ver como eles têm potencial e são extremamente capazes de avançar, aprender e conquistar. Me fez acreditar ainda mais nessa profissão. Meus alunos têm direito a tudo”, continuou.

Emilly Raquel Franco, aluna que se sentiu inspirada pela docente, afirmou estar “decidida” pela profissão. Além de tê-la como exemplo de professora, relatou também que ela também é uma “inspiração para a vida”.

“Minha carreira ficou completa ao ouvir isso”, destacou Valéria, sobre o desejo da aluna “em ser como ela”. A mãe da menina também afirmou que ela se desenvolveu muito desde quando começou a ter aulas com a professora. “Confio muito no trabalho da Valéria, ela é um anjo que entrou na vida da minha filha. Uma segunda mãe”, apontou.

“Ela chegou no primeiro ano marcando presença e reivindicando seu espaço. Acompanhei todo o processo de alfabetização da Emilly e no começo ela não queria usar o braille. Aos poucos fomos ajudando ela com a construção de sua identidade e as adaptações”, continuou.

Criança se sente inspirada pela professora
Menina se inspira na professora por carinho e profissionalismo (Foto: Reprodução / Razões Para Acreditar)

“Alguns meses depois que chegou na escola, ela contou que onde estudava os colegas não brincavam com ela, que a discriminavam com apelidos pejorativos. E disse que gostava muito de onde estava agora porque tinha amigos que a chamavam de linda. Logo que ela chegou, comecei a chamá-la de ‘Emilinda’ e o apelido pegou entre os colegas”.

“O preconceito não vêm com as crianças, muitas vezes é um reflexo dos adultos que estão a sua volta. Quando uma criança vê as outras acolhendo um aluno com deficiência, ela entra nesse movimento”, concluiu Valéria.