Professora que teve 4 membros amputados volta à dar aulas graças à tecnologia biônica

A britânica Kath Tregenna teve uma infecção generalizada em novembro de 2019 por isso perdeu os dois braços e as duas pernas

Resumo da Notícia

  • Kath Tregenna teve uma infecção generalizada em novembro de 2019
  • Por conta da infecção a mulher precisou amputar os dois braços e as duas pernas
  • Mas isso não impediu Kath de continuar dando aulas, após receber próteses

Kath Tregenna, 47, mora na Inglaterra e em novembro de 2019 teve uma infecção generalizada, e por isso precisou amputar os dois braços e as duas pernas. A mulher dava aulas em uma escola local, mas por conta das cirurgias e da pandemia ela precisou ser afastada.

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Há dois anos, a família foi chamada para se despedir dela no hospital, mas superando todas as expectativas, ela já está de volta à sala de aula. Graças aos braços incríveis, ela faz de tudo: desde dirigir sozinha para a escola até escrever no quadro branco e criar atividades matemáticas divertidas. Isso porque eles possuem sensores inteligentes que podem detectar os menores sinais musculares e transformá-los em movimentos de mão.

Os alunos a apelidaram de “Mulher Biônica”, não somente por ter que usar próteses à base de tecnologia biônica, mas por ter superado e enfrentado todas as dificuldades, mesmo com os membros amputados. Kath precisou aprender a andar novamente após colocar as próteses.

A mulher cuida dos dois filhos, Aaron,12, e Emily, 8. “Eu sei que a vida nunca pode ser exatamente a mesma, mas me recuso a olhar para trás. Depois de chegar tão perto de perder tudo, estou extremamente grata por estar viva”, disse ela, que é casada com Alvin, 48, um carpinteiro.

Kath à esquerda depois das próteses e à direita antes da infecção
Kath à esquerda depois das próteses e à direita antes da infecção (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Em 2019 Kath contraiu sepse e logo em seguida pegou uma pneumonia, o quadro de saúde dela piorou muito. “Nunca me senti tão mal antes, mas nunca me ocorreu que pudesse estar tão gravemente doente. Quando eles me levaram para a ambulância, eu até prometi às crianças que voltaria para o café da manhã. Também liguei para a diretora do celular e avisei que poderia chegar atrasada na escola. Nunca pensei que não voltaria por dois anos”, conta.

Kath teve 11 paradas cardíacas, bem como falência de múltiplos órgãos e teve que ser colocada em coma induzido. Às 1h30 da manhã de segunda-feira, a polícia chegou à casa da família para chamar Alvin e as crianças para se despedirem. “Não consigo nem imaginar como foi para eles”, disse ela que perdeu a mãe com apenas 13 anos, por isso sabia o sentimento.

Um milagre aconteceu a tempo para o Natal. Um dos médicos lembrou-se de ter lido sobre um medicamento que teve sucesso em aumentar a eficácia dos antibióticos que eles já estavam experimentando. Ele só tinha sido usado em poucos pacientes, mas não havia nada a perder, então, foi administrado em Kath. Muito lentamente, nos dias seguintes, a sepse foi diminuindo. Embora Kath permanecesse em coma, duas semanas depois de chegar ao hospital, a família finalmente ousou ter esperança de que ela viveria.

Infelizmente a sepse interrompeu o fluxo sanguíneo para suas extremidades. Suas mãos, pés e grande parte das pernas estavam “morrendo” e apenas uma amputação poderia impedir que a infecção se propagasse ainda mais. Kath teve as duas mãos amputadas logo acima do pulso em 10 de janeiro do ano passado. Duas semanas depois, em 24 de janeiro de 2020, Kath teve as duas pernas amputadas.

Durante a pandemia Kath foi afastada do cargo de professora para que não houvesse risco de contaminação. Embora muitos pais odiassem estudar em casa durante a pandemia, para Kath, foi uma chance de se reconectar com o antigo mundo. “Era a velha Kath voltando. Sempre adorei meu trabalho. Acho que sou uma professora nata. Sentar com Emily e Aaron, fazendo todas as coisas que eu normalmente faço na sala de aula, foi mágico. Eu me senti necessária e útil. Pela primeira vez, tive a esperança de poder voltar para a sala de aula”, conta.

Finalmente em julho do ano passado Kath pode ter acesso às próteses de tecnologia biônica. “Quando consegui levá-los para casa, em outubro, eu estava muito animada, mas ainda muito cautelosa, mesmo quando andava em um piso plano. Mas eu poderia finalmente entrar na cozinha e me servir de uma bebida. Foi fantástico”, comemorou.