Professores devem receber a vacina da covid-19 entre abril e maio em ao menos 3 estados

A iniciativa vem para tentar fazer com que a volta para as aulas presenciais seja mais segura. Cada um dos estados estipulou uma data para o início da imunização dos profissionais da educação

Resumo da Notícia

  • Professores devem receber a vacina da covid-19 entre abril e maio em 3 estados brasileiros
  • A medida vem para tentar fazer com que o retorno das aulas presenciais seja mais seguro
  • Cada um desses 3 estados estipulou uma data para o inicio da vacinação

São Paulo,  Espírito Santo e Paraná anunciaram que pretendem vacinar os professores e profissionais da educação entre abril e maio. A informação foi dada em um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) a pedido do G1.

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3 estados brasileiros devem começar a vacinação de professores até maio (Foto: Getty Images)

No caso de São Paulo, a vacinação dos professores deve começar a partir do dia 12 de abril. O governo espera imunizar 350 mil profissionais da educação. A princípio serão priorizados os profissionais da educação básica (desde a creche até o ensino médio). Já em Espírito Santo, a imunização deve se iniciar a partir do dia 15 de abril.

No Paraná, a previsão é de imunizar os profissionais da educação até o final de maio. “A programação é vacinar 4 milhões de pessoas dos grupos prioritários até o dia 31 de maio, no qual estão os professores e todos os trabalhadores da Educação”, informou a Secretaria Estadual de Educação, ainda ao G1.

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No começo de março, o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que havia pedido que os profissionais da educação fossem incluídos no Plano Nacional de Vacinação. Na época, o  Ministério da Saúde disse que os professores já estavam entre os prioritários, mas que não havia muita disponibilidade de vacinas. A vacinação em massa dos profissionais da educação vai contribuir para um retorno mais seguro ao ensino presencial, contribuindo, assim, para o ensino dos alunos.

Vacinação de profissionais da educação em São Paulo

O secretário de educação Rossieli Soares se pronunciou sobre o início da vacinação dos profissionais da educação. “Hoje é um dia de esperança para os profissionais, pais e mães. A educação é o que vai mover a nossa sociedade para outro patamar”. Todos as pessoas relacionadas à escola serão vacinadas, não somente os professores. A prioridade da campanha é a educação básica. Assim, serão imunizadas pessoas a partir de 47 anos de idade.

Profissionais da educação começarão a receber a vacina da covid (Foto: Getty Images)

A primeira etapa de vacinação começa na Educação Infantil ao Ensino Médio e acontece nas Redes Estaduais, Municipais e Privada. Para garantir que não haja fraude de pessoas entrando agora na rede privada de educação, na hora de vacinar será exigido um contra cheque para comprovar que aquela pessoa já atua na rede privada.

Em dezembro de 2020, a deputada Marina Helou, mãe de Martim e Lara, protocolou um projeto de lei que pedia pela vacinação dos profissionais da educação. Com mais de 15 mil assinaturas solicitando a aprovação, a proposta foi confirmada durante a coletiva de imprensa.

“Nós estamos trabalhando com articulações do governo do estado há bastante tempo e já sabia que a vacinação dos professores era uma possibilidade. Fiquei muito feliz em ver que já entrou nesse momento no plano de vacinação”, comemorou em entrevista à Pais&Filhos. “Os benefícios são urgentes, porque trazemos mais segurança para o retorno às aulas. As escolas devem ser as últimas a fechar e as primeiras a abrirem, pois cada dia fechada tem um prejuízo muito grande na vida das nossas crianças e adolescentes. Ainda que abrirmos as escolas sem que todos os profissionais da educação estejam vacinados, aos poucos vamos trazendo mais segurança e também fortalecendo o fato de que a educação é prioridade na nossa sociedade”, completa.

Para Ricardo Almeida, professor há mais de 25 anos em escolas públicas e privadas de São Paulo, pai de Alexandre e Maria Clara, a decisão foi muito importante. “Penso que é imprescindível, estamos também na linha de frente. A decisão é mais do que acertada. Por mais que as escolas estejam seguindo rigorosamente os protocolos, estamos vulneráveis, pois se trata de um doença altamente transmissível e acredito que a possibilidade de contaminação é grande, principalmente nesse momento”.