Projeto cria casas feitas com impressora 3D para famílias muito pobres no México

Projetadas pela organização sem fins lucrativos de San Francisco, na Califórnia, chamada New Story, as casas são construídas com impressoras 3D e possuem 3,3 metros de altura

Resumo da Notícia

  • Um projeto criou casas feitas com impressora 3D para famílias muito pobres no México
  • Elas são construídas pela organização sem fins lucrativos de San Francisco, na Califórnia chamada New Story
  • Um dos beneficiados é Pedro García Hernández, um carpinteiro de 48 anos, e a filha

Pedro García Hernández é um carpinteiro de 48 anos que vive em Tabasco, no sudeste do México. Ele mora em uma casa extremamente humilde com a esposa, Patrona e Yareli, a filha do casal, em uma região onde metade dos moradores vive abaixo da linha de pobreza.

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Apesar da dura realidade, a vida da família vai mudar para a melhor em pouco tempo: Pedro, a esposa e a filha vão trocar de casa – sairão da com chão batido e irão para outra feita por uma impressora 3D. Ela terá 46,5 metros quadrados, dois quartos, cozinha e banheiro, com encanamento interno.

A construção, de 3,30 metros de altura, foi feita a partir de um processo industrial que construiu camada por camada a partir de um arquivo digital. Sua produção contou com materiais como concreto, isopor e polímeros. A casa de Pedro faz parte das 500 que estão sendo construídas por uma organização sem fins lucrativos de San Francisco, na Califórnia, chamada New Story.

Famílias na linha da miséria vão ganhar casas feitas por impressoras 3D
Famílias na linha da miséria vão ganhar casas feitas por impressoras 3D (Foto: Reprodução New Story)

Tudo pode ser construído usando uma impressora 3D – de casas até proteses! Uma bebê nascida em estado prematuro, foi internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal, com apenas 13 dias de vida, para receber uma órtese personalizada feita com uma impressora 3D. O motivo do uso do suporte, é devido a má formação dos pés da criança que são virados para dentro. Ela está no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

A órtese foi feita com um material chamado PLA, um composto de fibra de milho, vegetal indicado para o caso em específico. O engenheiro clínico, Daniel Dittmar, que produziu o suporte, falou sobre a importância do suporte ser feito no hospital em que o paciente se encontra e sobre os custos: “A vantagem de se fazer esse tipo de órtese no HU (Hospital Universitário) é que a gente consegue modelar de acordo com as necessidades do paciente. O tempo de impressão de uma órtese dessas é em torno de 40 min/1h. A modelagem demorou um pouco mais, foi em torno de dois dias, porque primeiro fizemos um protótipo para ser validado. E, depois de validado o protótipo, a gente fez as correções para ser aplicado no paciente”, disse.