Brasileiros criam tecnologia para ajudar pessoas que utilizam cadeira de rodas a evitar quedas

O projeto foi desenvolvido com comando de voz, para ajudar as pessoas com deficiência física a realizar tarefas cotidianas e identificar obstáculos. A tecnologia será apresentada em Dubai, nesta quarta-feira, 16 de fevereiro

Resumo da Notícia

  • Projeto foi criado para ajudar pessoas com deficiência física
  • A tecnologia foi desenvolvida por um professor e aluno brasileiros
  • Ele será apresentado em uma feira científica em Dubai

O professor de mecatrônica industrial e projetos mecânico, Eliandro Rezende da Silva, e o aluno Marcos Vinicius Silva Magalhães, de 20 anos, embarcaram para Dubai, nesta quarta-feira, 16 de fevereiro, para apresentar um projeto na Milset Expo-Sciences Ásia 2022 uma feira internacional de ciências e tecnologia. Eles estarão representando a Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) de Mogi Mirim, interior de São Paulo.

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Eles irão apresentar o “Oriana”, uma assistente virtual, voltada para pessoas com deficiências físicas que utilizam cadeira de rodas, que poderão acioná-la através de um comando de voz. Ele poderá ter controle do veículo e auxilia a pessoa a realizar tarefas como ligar eletrônicos, apagar ou acender a luz, além de ajudá-los a identificar obstáculos para evitar acidentes.

Professor e aluno apresentam projeto em Dubai
Professor e aluno apresentam projeto em Dubai (Foto: Reprodução / R7)

“Nós participamos da Feira Internacional de Tecnologias para Inclusão, em La Matanza, na Argentina”, disse ele. “Por conta da pandemia, o evento ocorreu de forma virtual, mas nós ficamos em primeiro lugar, o que nos rendeu o credenciamento para a feira de Dubai”, continuou.

“Eu queria muito ter algo semelhante aos assistentes do Google que já existiam no exterior naquela época, como a Alexia”, contou Marcos. “Era algo simples, que tinha reconhecimento de voz, emitia sons como hora e data. e a partir daí começamos a planejar algo maior juntos. Foi então que surgiu a ideia de inclusão social como a mobilidade e acessibilidade dos cadeirantes”, completou.

“A expectativa é enorme por ser uma experiência única. É a primeira vez que viajo para o fora do Brasil e ainda vou poder participar da maior feira mundial de ciência e tecnologia”, acrescentou.