Psicóloga diz quais são os comportamentos do seu filho que realmente devem te preocupar

Ela contou que recebe muitas dúvidas dos pais e para te ajudar nessa descoberta, decidiu compartilhar o que tira ou não o sono dela – e você pode se basear nisso

Resumo da Notícia

  • Entender quais comportamentos do seu filho devem ou não te preocupar não é uma tarefa simples
  • Essa mãe e psicóloga conta que já recebeu uma série de perguntas em relação a isso
  • Por isso, ela compartilhou quais comportamentos dos filhos realmente a preocupa

A mãe de Hunter, 3 anos e Paxton, 1 ano, e psicóloga infantil, Francyne Zeltser abriu o jogo e contou em quais momentos e atitudes de crianças ela realmente fica preocupada – e acredita que outros pais também deveriam ficar – e quais ações ela costuma não dar tanta atenção.

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Em entrevista à Parents, a mãe contou que, como psicóloga infantil, ela costuma falar com muitos pais que estão preocupados com o desenvolvimento ou comportamento dos filhos. “A maioria dos meus clientes não têm certeza de quais comportamentos deveriam levantar uma bandeira vermelha para eles. Ouço diariamente há quase uma década de profissão dúvidas como: “Devo me preocupar quando meu filho faz isso?”, ou “é estranho se meu filho disser isso?'”, conta.

Para te ajudar nessa missão, ela preparou uma lista com comportamentos que ela costuma preocupar e com outros que ela não dá tanta atenção assim. Confira:

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Mãe e psicóloga compartilha quais comportamentos dos filhos realmente a preocupa (Foto: reprodução Pinterest / Parents)

Não me preocupo …

Se estou sendo um bom exemplo

“Como uma mãe que trabalha, nem sempre consigo passar o dia todo com meus filhos. Mas o que é mais importante do que a quantidade de tempo que você passa com eles, é a qualidade do tempo que passam juntos. Quando estou com meus filhos, seja por uma hora ou um dia inteiro, estou atenta às sugestões e necessidades deles. Eu dou atenção exclusiva sempre que possível para prepará-los para o sucesso. Durante o período em que estou no trabalho, as crianças estão com cuidadores experientes que os ajudam e os ensina a ser resilientes e adaptáveis ​​às mudanças. Mesmo que você não vá trabalhar, manter seus filhos longe de você e do seu parceiro por um tempo os ajudará a criar uma certa independência. Então convide a avó para tomar conta, por exemplo! Um pouco de tempo livre é saudável para todos os envolvidos”.

Se eles estão cumprindo o que é esperado

“As crianças alcançam marcos de desenvolvimento quando estão prontas. Existem intervalos do que é considerado adequado e do que pode ser considerado um atraso. Minha colega Jaclyn Shlisky, doutora em psicologia, mãe de Piper, 4, e Harlow, 2, me disse que ela constantemente vê pais comparando seus filhos com outros. Meu conselho: pare! Cada criança aprende e cresce em seu próprio ritmo. Concentre-se mais em como seus filhos progridem comparando-os a si mesmos – se eles estão progredindo a cada dia, a cada semana, a cada mês, isso é o que realmente importa. Tente encontrar uma pequena vitória a cada dia.

E se você tiver dúvidas, pergunte ao seu pediatra, em vez de com um grupo de mães no Facebook. O pediatra é seu parceiro especialista, portanto, se você não confia em seu pediatra, encontre um novo. Além disso, não se preocupe se perceber um atraso. Se o seu pediatra sugerir que você faça um acompanhamento com um especialista ou que faça uma avaliação, recomendo fazê-lo imediatamente. Quanto mais cedo um problema for identificado, maior será a probabilidade de ele ser corrigido”.

Se houver uma mudança na rotina

“Aqui vai uma confissão: eu deixo meus filhos fora até tarde nos feriados e às vezes pulo uma soneca para fazer uma atividade divertida. Eu até deixei eles irem para a cama conosco e assistir desenhos animados nas férias.

Muitos pais acham que precisam seguir uma programação rígida ou seus filhos não serão bons o suficiente. Não há dúvida de que as crianças prosperam com a rotina e se beneficiam de expectativas claras. Assim como a maioria das pessoas, elas se dão melhor quando sabem o que esperar. Mas as mudanças na rotina ou programação diária não prejudicarão seus filhos. Sim, você pode ter um pequeno contratempo ou algum comportamento fora do normal ao tentar voltar ao cronograma. Mas está tudo bem. Os horários podem ser ajustados, o sono pode ser re-treinado e o mau comportamento pode ser extinto, mas tomar sorvete no café da manhã no aniversário dele é algo que seu filho vai se lembrar para sempre”.

Se meus filhos não se alimentam corretamente

“Contanto que o pediatra não se preocupe com o peso ou saúde dos meus filhos, eu não brigo com  por comida. Eu normalmente ofereço duas opções de refeição: o que nós, como uma família, estamos comendo e o que está atualmente disponível na minha geladeira. Se estão com fome, comem; se não, não comem.

Também já vi pais oferecerem com sucesso uma refeição com duas ou mais opções de comida. Por exemplo, um jantar que consiste em uma proteína, amido e vegetal deve incluir pelo menos um item que seja preferido e outro que seja novo ou menos preferido. Isso dá ao seu filho a chance de experimentar novos alimentos, mas não o força a comê-los. Também garante que ele comerá pelo menos parte da refeição sem discussões. Descobri que, quando tento forçar meu filho a experimentar algo novo, ele resiste. No entanto, quando eu dou a ele a opção de colocá-lo no prato com outros alimentos familiares e confortáveis, ele fica mais disposto a dar uma mordida, pois a pressão está baixa e a escolha é dele”.

Se meus filhos ficarem um tempo em aparelhos eletrônicos

“Como tudo a mais, a exposição a telas e tecnologia pode ser útil, se for cuidadosamente monitorada e regulada pelos pais ou responsáveis. Interaja com seu filho enquanto assiste à TV e discuta os personagens e temas do episódio durante os comerciais. A maioria dos dispositivos possui controles parentais – então, aproveite-os!

Os tablets também podem ser ótimas ferramentas educacionais. Algumas escolas têm iPads individuais para os alunos usarem nas tarefas e, muitas vezes, são indispensáveis ​​em longas viagens de carro ou em salas de espera. Novamente, é tudo sobre como você se envolve. Pedi ao meu filho de três anos para usar meu telefone para uma caça ao tesouro virtual enquanto estava sentado na sala de espera para uma consulta. Nomeei itens que vi na sala que ele silenciosamente encontraria e os fotografaria usando a câmera do meu telefone. Contanto que você e seu filho interajam com a tecnologia ou a tela juntos, pode ser uma ferramenta extremamente valiosa que você não precisa ter medo disso”.

Eu me preocupo …

Mãe e psicóloga compartilha quais comportamentos dos filhos realmente a preocupa (Foto: reprodução Pinterest / Parents)

Sobre quem são os amigos dos meus filhos

“Concentre sua energia em conhecer os amigos dos seus filhos e em educá-los sobre como fazer boas amizades. Marque encontros para brincar ou inscreva-os em atividades extracurriculares e converse com ele após o evento sobre como ele acha que foi. Por exemplo, se você observou que seu filho nunca consegue escolher a atividade, você pode dizer: “Eu percebi que você sempre concorda em jogar o que João queria, mas o que você realmente queria jogar?”. Em seguida, ajude-o a pensar no que dizer ou sugerir na próxima vez que isso acontecer. A encenação é uma ótima maneira de ajudar a criança a desenvolver habilidades de auto-representação. Você pode fingir ser o amigo ou envolver os irmãos em uma atividade social de simulação.

Também tento incentivar meu filho a fazer atividades que sejam de alto interesse para ele, em vez de escolher uma atividade só porque é popular. Exponha-o a uma variedade de atividades e busque aquelas de que ele parece gostar. Isso o ensinará a ser um líder e nem sempre acompanhar a multidão, e provavelmente encontrará colegas com interesses semelhantes”.

Se meu filho for gentil

“Às vezes, observo crianças agindo de formas malvadas, não porque sejam realmente más, mas porque ouviram ou testemunharam outras pessoas sendo más. As crianças são como esponjas, absorvem tudo, mesmo quando você não acha que estão prestando atenção. Sempre tento ensinar meus filhos a usar uma linguagem gentil como “todos estão incluídos” e “a gentileza conta”. Também tenho conversas honestas (apropriadas para a idade) com eles sobre quando observam os outros sendo rudes. Discutimos o que observamos e exploramos o que outras opções que a pessoa tinha e que poderiam ter levado a resultados mais positivos.

Ensine empatia: seus filhos não precisam gostar de todos, mas devem ser gentis com todos. Em seguida, modele esse comportamento para eles. Convide toda a classe para encontros que acontecem no bairro, por exemplo, e cumprimente outras famílias com um sorriso, mesmo que elas não correspondam. Quando meus filhos e eu observamos alguém sendo rude, tentamos avaliar a situação de uma perspectiva diferente: é possível que a pessoa esteja apenas tendo um dia ruim?”

Se estou tomando as decisões educacionais certas para meus filhos

“À medida que os padrões educacionais mudam, também mudam as expectativas da sociedade. Tanto é verdade que muitas vezes parece que nossos alunos do jardim de infância estão sendo preparados mais para a faculdade do que para conviver em sociedade. Como pais, somos constantemente confrontados com a questão de estarmos fazendo o que é certo com nossos filhos. Já os inscrevemos em atividades extracurriculares suficientes? Devemos matriculá-los em escolas públicas ou privadas? As opções são infinitas e o futuro é desconhecido.

Embora eu não possa dizer o que é certo para os seus filhos, posso dizer com segurança que nenhuma decisão que você toma por eles é imutável. Se você acha que está exigindo muito deles, tente dar um passo atrás, pegar mais leve e veja como eles se comportam. Se você não estiver satisfeito com a escola, aula ou atividades extracurriculares, peça por uma reunião ou mude. Se seu filho está com dificuldades e ficando para trás, solicite uma avaliação. Você é o melhor defensor dele e a bola está do seu lado. Não existe uma “fórmula mágica” para a educação, portanto, a tentativa e erro é sua melhor aposta”.

Se meu filho está feliz

“Claro, eu sei que meu filho fica mais feliz brincando do que fazendo o dever de casa, mas ele é realmente uma criança feliz? Isso é algo que parece tão fora do meu controle como mãe. Em vez de apenas se preocupar com isso, pergunte diretamente aos seus filhos como eles estão se sentindo diariamente e tente não desprezar as preocupações deles. É importante validar os sentimentos deles e mostrar que você está aqui para ouvir.

Também é importante perceber que, embora seja comum uma criança ficar nervosa ou ansiosa na noite anterior a uma prova, pode ser um sinal de um problema maior se ela expressar preocupação constante sobre causas inespecíficas, se hesitar em se envolver em atividades que de outra forma seriam percebidas como divertida e/ou constantemente reclamar de sintomas físicos (dor de estômago, dor de cabeça, etc.) que não estão relacionados a problemas médicos. Se for esse o caso, converse com ele sobre como ele se sente e tente chegar à raiz do problema. Se houver algo o incomodando, sugira estratégias para ele usar. Em seguida, pergunte-o sobre como foi e ouça atentamente. Se seu filho ainda estiver com dificuldades, procure ajuda profissional. Questões que parecem pequenas, mas que se não forem tratadas no momento em que são percebidas, podem se transformar em problemas maiores no decorrer da vida.

Saber quais preocupações priorizar torna a jornada parental muito mais tranquila. Se você estiver se sentindo preocupada ou estressada, lembre-se de que você não é a única mãe ou pai a se sentir assim. Você pode pedir ajuda aos seus amigos, familiares ou profissionais (como um psicólogo infantil ou pediatra)”.

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