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Puerpério dos infernos! Os dias do pós-parto podem ser (muito) difíceis para as mulheres

Os dias do pós-parto podem ser (muito) difíceis para as mulheres - Getty Images
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Publicado em 10/03/2022, às 13h13 - Atualizado às 13h18 por Helena Leite, filha de Luciana e Paulo


Nesta quinta-feira, 10 de março, a Pais&Filhos em parceria com a Mynd fez a live: “Puerpériodos infernos! É preciso falar sobre os dias do pós parto que podem ser difíceis para as mulheres“, para falar sobre esse momento após o nascimento de um filho que pode ser muito complicado. Na conversa, Jennifer Detlinger, filha de Lucila e Paulo, editora digital da Pais&Filhos, recebeu Amanda Pereira, mãe de Jorginho e João, diretora de Comunicação e embaixadora da Pais&Filhos, e Raka Minelli, mãe de Davi e Joaquim, formada em Desenho Industrial, com especialização em Joalheria que usa as redes para mostrar como é ser uma mãe moderna e independente.

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Os dias do pós-parto podem ser (muito) difíceis para as mulheres(Foto: Getty Images)

Amanda Pereira já começou a live mandando o papo-reto. “Bora começar a lavação de roupa”, brincou ela, assim que entrou na transmissão, deixando claro que o que viria pela frente era sinceridade pura. Ela seguiu falando que está no momento certo para falar de puerpério, já que o filho caçula está com apenas 2 meses. “Eu acho que essa pauta precisa ser olhada com muito carinho e respeito, porque a história, viviência e família de cada mulher vai impactar diretamente no puerpério”, começou ela, contando.

Amanda seguiu falando sobre o misto de coisas que acontece no puerpério: as mudanças no corpo, os hormônios, a amamentação e ressaltou a importância de ter pessoas com quem contar neste período. “A rede de apoio que essa mulher tem é essencial para poder atravessar esse momento com um pouco de leveza e saúde”, contou. Ela também disse que o primeiro pós-parto foi muito diferente do segundo, já que no primeiro deixou as coisas acontecerem de forma mais tranquila e “despreparada”, já no segundo entendia um pouco mais a importância de certas rotinas.

“É muito assustador. Você se vê em um lugar que nunca se viu antes. A mulher precisa ser cuidada, olhada. Depois que passei no puerpério comecei a me perguntar onde eu estava quando minha irmã e minhas amigas tiveram bebês, porque é um lugar muito delicado”, disse ela.

Amanda Pereira, Raka Minelli e Jennifer Detlinger se uniram em um papo sobre puerpério
Amanda Pereira, Raka Minelli e Jennifer Detlinger se uniram em um papo sobre puerpério (Foto: reprodução Instagram)

Logo em seguida, Raka começou a contar das próprias experiências e concordou com Amanda sobre as diferenças entre as gestações. Hoje, o filho mais velha dela tem 7 anos e o segundo 7 meses. A influenciadora contou que no primeiro filho não tinha muita rede de apoio, então passou por um primeiro mês muito complicado, principalmente porque na época gravava um vídeo no youtube por dia, com todas as dificuldades da época, quando precisava estar sempre arrumada e não tinha muitas ferramentas para edição. “Na época eu nem sabia o que era puerpério, então eu aprendi no dia a dia”, relatou. “Como não tinha muito apoio do meu ex-marido, achava que eu tinha que dar conta de tudo”, completou.

Já o segundo filho foi mais pensado, planejado e já sabendo de boa parte das questões que envolvem uma gestação. “O engraçado é que nessa gestação eu tive um puerpério muito forte, que eu não tinha me situado na do Davi”, confessou ela. “Dessa vez foi muito intenso”, descreveu. Ela contou que acredita que boa parte disso foi porque da primeira vez também passou, mas não tinha as informações para entender o que estava acontecendo.

Dia a dia

Outro assunto debatido no bate-papo foi a tarefa difícil de conciliar família, trabalho e, no caso das duas, o outro filho, junto com o puerpério. Amanda contou que neste segundo puerpério conseguiu dar uma pausa um pouco maior para respirar, porque aprendeu que puerpério também é um momento de pausa.

Apesar disso, ela disse que agora está no processo de procurar uma escola para o filho mais velho, de 2 anos, então está conciliando o puerpério do caçula com a busca pela escola do mais novo. Ela contou que gostaria de esperar ter uma vacina contra a covid-19 para a idade dele e segurou até quando dava, mas chegou em um momento em que precisava fazê-lo. “Então estou vivendo um momento de muita angústia”, confessou ela. Raka adicionou que acredita que, por mais difícil que seja, principalmente pelo contexto da pandemia, esse momento é muito importante para as crianças, pelo aprendizado e socialização.

E o emocional?

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A emoção também precisa ser levada em conta no puerpério (Foto: Getty Images)

Raka Minelli contou que viveu uma depressão pós-parto. “Quando a gente tem informação, a gente consegue distinguir o que está vivendo e passando. Eu sabia que não era eu. Sabia que precisava buscar ajuda”, contou ela, sobre esse momento. “Eu passei muito da emoção, cobrança no relacionamento, cobrança com o meu corpo”, falou ela, sobre a segunda gestação. Raka contou que o corpo foi uma grande questão no começo, já que na primeira gravidez era mais nova e o corpo voltou mais rápido do que nesta segunda. “O que eu mais precisava era que tivesse um colo, que as pessoas me entendessem”, disse ela, sobre esse período.

Ela seguiu contando que desde o começo fez questão de desabafar e mostrar os momentos difíceis e de choro também nas redes sociais e que, por lá, acredita que conseguiu mostrar para outras mulheres que não precisa ser perfeito e também encontrou uma rede de apoio de mulheres que estavam passando pelo mesmo.

Raka contou um pouco sobre o processo solitário que passou durante o primeiro puerpério, pela falta de um companheiro ativo do lado. Amanda seguiu falando que entende o processo solitário já que, mesmo com um parceiro por perto, boa parte dos sentimentos acontecem dentro da mãe e não é possível ser explicado.

Amanda contou que passou por uma série de dificuldades e dores na gravidez do segundo filho e, quando recebeu a mãe em casa, notou a diferença entre os cuidados que tinha do marido e da mãe. Por mais que tivesse um marido parceiro, dedicado e presente, a ajuda que teve da mãe sentiu que foi diferente, por ter sido uma mulher que passou pelo mesmo. “Ter uma mãe ali do lado, principalmente na amamentação, fez toda a diferença”, relembrou ela. “É um carinho e cuidado que só quem vivenciou ou tem muita informação para entender esse lugar de desgaste emocional e físico”, ressaltou.

Autocuidado

Amanda e Raka terminaram a live falando um pouco do que fazem para retomar ser quem são e ter um autocuidado. “Antes de ser mãe você é mulher, a gente não pode deixar de se olhar”, ressaltou Raka. Ela falou da importância de se arrumar para si, se enxergar bonita, mas, claro, se permitir não estar no seu melhor sempre.

Ela disse que um momento em que se permite relaxar é durante o banho. “Esse é o meu momento”, conta. Neste período, ela explica aos filhos que é o momento dela, que também está cansada e precisa de um tempinho para si.

Logo depois foi a vez da Amanda, que também contou um pouco sobre a mudança no corpo no geral no puerpério. “No primeiro puerpério eu me iludi um pouco porque nos primeiros 4 meses não tinha caído cabelo. Aí depois caiu tudo, não foi só o cabelo não”, brincou ela, que contou que se considera bem desencanada quanto ao próprio corpo e busca dar tempo ao tempo.

“Eu não tenho expectativa de voltar o que era, mas a gente vive uma perda, um luto, daquela mulher livre, independente. Essa mulher não existe mais, hoje é uma mulher que não tem só um, mas dois bebês completamente dependente”, comparou Amanda. “Eu só substitui as vaidades, as expectativas, mas me permiti sentir esse luto e acolher essa nova mulher que está surgindo”, completou. Amanda finalizou ressaltando mais uma vez a importância da rede de apoio, seja da família, das amigas, online, que toda ajuda é válida! “Vamos continuar unidas porque a gente precisa!”, completou Raka, finalizando. Para assistir a live na íntegra, basta CLICAR AQUI.


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