Rede de apoio, sim! Pedir ajuda é necessário na criação dos filhos

Nesta quinta-feira, 17 de março, a Pais&Filhos teve um papo super legal com Lore Improta, Daniel Saullo e Leydi Paranhos sobre uma importante reflexão: dá para criar filho sem rede de apoio?

Resumo da Notícia

  • Nesta quinta-feira, 17 de março, a Pais&Filhos teve um papo super legal com Lore Improta, Daniel Saullo e Leydi Paranhos
  • Em uma live realizada pela Pais&Filhos em parceria com a Mynd, rolou uma importante reflexão: dá para criar os filhos sem rede de apoio?
  • Vem conferir tudo na íntegra!

Nesta quinta-feira, 17 de março, a Pais&Filhos em parceria com a Mynd teve uma live super legal com uma importante reflexão. Afinal, dá para criar os filhos sem rede de apoio? Lore Improta, dançarina, apresentadora, publicitária, influenciadora e mãe de Liz, fruto do relacionamento com o cantor Leo Santana; Daniel Saullo, empresário do setor de bebidas, marido de Mariana Felício e pai de Anita, Antônio, José e João e Leydi Paranhos, influenciadora, esposa de João Marcos e mãe de Lara e Rafael conversaram sobre o assunto e chegaram a conclusões super legais!

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Para dar o pontapé inicial, nossa editora Jennifer Detlinger – mediadora da live – lançou o seguinte questionamento: quem faz parte da rede de apoio de cada um?!

“Eu achava que ninguém conseguiria dar contar do que eu dou conta – minha mãe, babá, ninguém. Quando eu comecei a entender que eu precisava de uma rede de apoio, ficou tudo melhor. Eu entendo que existem famílias que não tem essa condição, mas graças a Deus eu e Léo temos famílias muito próximas. E eu sempre falo que as mães tem que deixar fluir, porque não adianta elas terem uma rede de apoio muito ampla e não confiarem para deixarem os filhos”, começou Lore, sobre a difícil fase do puerpério.

Rede de apoio é muito importante!
Rede de apoio é muito importante! (Foto: Shutterstock)

Daniel, com 4 crianças em casa, contou a própria experiência com a rede de apoio. “Para gente, é fundamental. Além da família, a gente conta com duas pessoas que ajudam a gente aqui em casa. Minha irmã é minha vizinha de frente, é uma parceiraça! A mãe e o padrasto da Mariana são muito importantes para gente, e meu pai e minha mãe também. A gente tem esse privilégio de estar cercados pela família”.

Leydi também falou: “Lá em casa somos 4, e temos uma vida bem corrida. A gente viaja bastante, e os seguidores me perguntam como eu consigo dar conta de tudo, e eu digo ‘Sozinha, não!'”, contou ela. “Quando a gente tem uma rede de apoio boa, a gente cuida dos nossos filhos e da gente com mais felicidade. Porque quando nasce uma mãe, não morre uma esposa”.

“Quando estamos em casa, tem a babá que as crianças são apaixonadas, e a família toda! É uma família grande, e todo mundo se ajuda”, contou ainda Leydi. “A rede de apoio facilita demais a nossa vida, porque não é fácil”.

Lore ainda retomou a dificuldade de deixar que outras pessoas cuidem da sua filha. “Para mim, a parte mais difícil é deixar com Léo. Porque ele é muito avoado! Mas eu tenho que deixar, porque ele tá aprendendo e eu também. Porque ele também é pai, ele vai entender do que a Liz precisa!”, contou Lore.

“Léo tem o trabalho dele, e eu também tenho. Ele tem que entender que quando ele está em casa, ele é pai, e fico muito feliz com a troca e o apoio que a gente dá um para o outro”, disse ainda Lore.

Leydi ainda completa, “Olha, no começo eu sentia que João não ia saber fazer as coisas. Tipo, dia desses ele colocou a fralda ao contrário! Mas tudo bem, porque pelo menos ele ajuda e se esforça. Eu tenho que me policiar, começo a fazer demais, e quando eu percebo passo as coisas para ele de novo! É muito importante que a gente dê esse apoio para qualquer pessoa perto que possa fazer parte dessa rede”.

Daniel, enquanto pai, falou sobre a própria experiência. “Mariana nesse sentido é bem parecida com a Lore, diz que eu sou muito desligado. Mas ela deixa, aqui em casa a gente divide bem essas tarefas para cuidar deles – porque ser pai sempre foi um sonho meu e ser mãe sempre foi um sonho dela. Então as atividades do dia a dia com as crianças são muito legais! Lógico que dá trabalho, às vezes a gente tá ocupado, precisa parar para resolver outras coisas, mas ela deixa sim e tem que deixar!”.

E ainda completa, “O cuidado cria grandes redes de relacionamento. E é isso: tomar banho, limpar, dar comida. O filho vai enxergando a gente, e a gente vai enxergando o filho. O sentimento não nasce pronto, porque esse amor e esse sentimento vai sendo construído ao longo do tempo. Então é importante todo mundo ter esses momentos a sós com os filhos, com a esposa, porque eles constroem relações”.

A reflexão ainda foi para o envolvimento e instinto de cuidado que não deve vir só das mães – mas de todas as pessoas que se comprometem a cuidar das crianças. Sobre isso, Daniel começou: “A gente, como pais, sempre cria a ideia de que nós temos as características ‘boas’ e queremos que os filhos tenham essas características. A gente, como indivíduo, acha que sabe a melhor educação, e acaba não tendo a segurança de deixar o outro assumir esse papel. Mas o outro é muito importante, porque é necessário que a criança tenha outras influências que vão além das nossas expectativas”.

Lore Improta, sobre isso, ainda completou: “Quando eu estava grávida, muita gente me perguntava se eu teria babá ou se eu deixaria minha filha com as avós. Eu tinha receio com babá, porque a internet julga tanto achando que a gente tem que dar conta. Mas quando a criança nasce, e você percebe que precisa descansar para ficar melhor para cuidar do seu filho, é burrice não aceitar uma ajuda se você pode. Eu me sentia muito culpada no começo, porque eu via outras mães dando conta e pensava ‘Por que eu não consigo dar conta?’. Mas quando eu entendi que eu tinha e podia aceitar essa ajuda, tudo ficou mais fácil”.

“Eu via muitas mães com 2, 3 filhos que quem criava era a babá. Eu via muito essa história. E quando somos influenciadores, a gente é muito julgado, tem gente que diz que a gente tem filho para gerar engajamento. Então eu dizia que não queria babá de jeito nenhum! Mas quando nasceu, eu falei ‘Meu Deus, eu quero babá’. Depois eu entendi: se a gente pode ter esse apoio, porque não? Isso é muito relativo, de gente que diz que se temos babá, não cuidamos – a gente cuida sim, e não é fácil. Temos que parar com esse pensamento, porque não conseguimos filmar as 24 horas do meu dia. Eu coloquei na minha cabeça, ‘Sou uma mãe top, ofereço um tempo de qualidade para o meu filho’ e hoje em dia eu nem me importo mais com a opinião da internet. Construí isso na minha cabeça e pronto!”, disse Leydi, sobre a própria experiência.

E os pitacos? Os convidados falaram sobre as diferenças entre o que é ajuda, e o que é julgamento. “Acho que todo mundo passa por isso. A gente acaba ouvindo a opinião de 360, e temos que filtrar o que é válido ou não. E ás vezes não é por mal. Mas é sobre como eu quero educar a minha família, e que bom que todos da minha família me respeitam!”, disse Lore.

“Eu tenho uma cabeça muito bem definida, e acho que isso ajuda. Quando a mãe é insegura é pior, mas no meu caso eu faço uma lista de prioridades de conselhos que ouço e coloco a pediatra de Liz em primeiro lugar”, completa.

Daniel ainda falou, “A verdade é que a realidade dentro de casa só conhece que tá o dia inteiro de corpo presente. Então as vezes você tem que saber digerir os comentários para aproveitar o melhor da paternidade. E temos que tomar cuidado com isso, porque a realidade é nas 24 horas – não nos segundos que a gente mostra”, disse Daniel.

“Os conselheiros que estão perto da gente sempre estão querendo o nosso bem, principalmente na nossa rede de apoio. E a gente vai aprendendo como pai e mãe o que temos que fazer, e temos que nos permitir escutar e não escutar. Então acho que esses apoios e esses conselhos, o que não serve para escutarmos, deixamos de lado”, completou ele ainda.

A pandemia ainda trouxe mais dificuldades em se conectar com a rede de apoio e, sobre isso, Lore e Daniel opinaram. “Para mim foi bem tenso, porque o período da minha gestação foi bem no pico da pandemia. Então eu via muitos relatos de mães que pegaram covid e perderam o bebê, ou tiveram que fazer parto prematuro. Eu tive que redobrar os cuidados. Foi bem tenso, porque além da gravidez eu tinha Léo – que estava sem sair de casa, fazer show, e que teve que me apoiar. Foi uma fase bem difícil”.

“Foi uma doideira. Mas a gente tem uma vantagem, nesse sentido. Porque a gente mora em uma casa grande, com quintal grande, em uma cidade pequena no interior de Minas. Então conseguíamos sair, ir para alguns lugares, sem correr o risco de passar por um local com um grande fluxo de pessoas. Foi diferente, mas nós tivemos algumas vantagens de ter um espaço maior para as crianças extravasarem. Mas não foi fácil!”, contou ainda Daniel.

Lore ainda finalizou a live com um spoiler: a família vai aumentar! “Já estamos planejando: não quero distanciar muito os irmãos. Eu fui filha única, mas quero ter família grande. Vem aí!”.

A live foi demais! Quer conferir na íntegra? Clique AQUI.