Relato de mãe: “Casei com o policial que quase me multou e hoje somos família com 7 filhos”

Jaqueline Burgarelli é brasileira, mas foi nos Estados Unidos que construiu a vida ao lado do marido, James

Resumo da Notícia

  • Jaqueline Burgarelli é brasileira, mas foi para os Estados Unidos depois de conhecer um americano pela internet
  • Eles acabaram se separando, e ela acabou se casando com o policial que ia multa-la
  • Hoje, eles têm 7 filhos e enfrentaram casos de adoções incríveis
  • Veja a história dessa família

Tem coisas na vida que quando têm que acontecer, simplesmente, acontecem! É o caso do brasileira Jaqueline Burgarelli, que construiu a vida em Ohio, Estados Unidos, e casou-se com um policial que tentou multa-la. “Costumo brincar que minha vida daria um enredo de novela das 21h”, ela brinca, em entrevista ao UOL.

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Natural de Espírito Santo, ela viajou para os Estados Unidos depois de conhecer um americano pela internet, ele ter morado 1 ano no Brasil com ela e eles terem decidido morar em Ohio. Aos 19 anos, ela foi morar em outro país e logo engravidou, mas o casamento não durou muito tempo. “A separação foi muito conturbada. Meu filho tinha menos de 2 anos quando me vi solteira, num país estranho e sem dominar o idioma do lugar. Já estava arrependida das minhas decisões quando conheci James, um policial”, ela lembra.

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O primeiro encontro – nada romântico!

Diferente do que se possa imaginar, essa história (com final feliz) tem um início bem particular. Jaqueline, após a separação, trabalhava num restaurante mexicano e em um determinado feriado, o estabelecimento ficou lotado e acabou a atrasando para sair do serviço. “Entrei no carro morrendo de pressa e, desacostumada à cultura local, ultrapassei os limites de velocidade”, conta.

“Estava dirigindo quase o dobro do que era permitido. Em pouco tempo, um carro de polícia pareceu atrás de mim e fui obrigada a parar”, relata. E esse foi o primeiro encontro do casal. Ela tentou explicar os motivos de correr tanto, mas isso só a deixava cada vez mais atrasada e nervosa. “Comecei a chorar, só queria ir embora dali. Acabou que, ele vendo a situação, desistiu de me aplicar uma multa e me deu um aviso de que na próxima vez eu teria que pagar”.

O segundo encontro

Poucos meses depois, mais um encontro por acaso. Desta vez, num pub (bar) da cidade. “Era um sábado, meu filho estava com o pai e eu tinha ido direto do trabalho com uma colega. Meu dia tinha sido péssimo por causa de uma briga na casa do meu ex-marido. Não estou acostumada a beber, por isso, bastaram alguns drinks para que eu começasse a chorar na mesa do bar”, conta.

A amiga então achou que seria melhor levá-la embora, e ela concordou. “Assim que chegamos na porta do pub, me deparei com um policial”, ela lembra. Bêbada, ela começou a pedir que ele a prendesse, falando que queria ser deportada para o Brasil – o que, na realidade, não era possível já que a situação dela nos Estados Unidos era completamente legal. A amiga interviu, pediu desculpas e explicou a situação.

“Até aquele momento, eu não estava fisicamente interessada no tal homem uniformizado. Muito menos lembrava que já nos conhecíamos”. Mas, por intuição ou não, ela conta que sentiu que se casaria com aquele homem. “Gosto de pensar que foi Deus me avisando o que estava por vir. Mas, na hora, parecia uma grande loucura, tanto que fui embora”.

(Fotos: Reprodução / Instagram @jburgarelli)

O acaso, mais uma vez!

O terceiro, e último encontro por acaso, aconteceu no mesmo pub. “Bastou que conversássemos com calma para o nosso romance engatar. Ele me achou divertida e espontânea. Nos beijamos, trocamos telefone, almoçamos juntos, e na semana seguinte estávamos namorando”.

Em 2008 eles foram morar juntos, e em 2010 ela estava grávida. Tudo parecia bem tranquilo, até 2014. “Uma série de eventos fez com que nossa família se multiplicasse da noite para o dia, como se estivéssemos predestinados a isso”.

Ao adoção de três crianças

“No Brasil, minha família vivia um drama”, ela lembra. Um dos irmãos de Jaqueline era usuário de drogas, e faleceu, deixando dois filhos. “Minha mãe não os conhecia [às crianças] pois moravam longe”, conta. Eles fizeram um esforço para localizar a mãe das crianças, que era alcoólatra e já tinha uma filha mais velha de outro homem. Eles se encontraram e no meio de um jantar, ela começou a passar mal e foi levada às pressas para o hospital, onde ficou internada e acabou não resistindo à uma forte cirrose.

“De repente, minha mãe, na época com 70 anos, se viu sozinha com as três crianças”. Eles então começaram ajudando financeiramente, mas ela e o marido, James, resolveram enfrentar a burocracia e entrar com pedido de adoção. As crianças foram para os Estados Unidos legalmente viver com eles. “Achei que aquilo era o final, que a nossa família estava finalmente completa. Jurei pra mim mesma que não passaria por um processo de adoção novamente, pois estava esgotada”.

(Fotos: Reprodução / Instagram @jburgarelli)

Mas o destino não quis assim…

“A vida não quis que descansássemos: quando me dei conta, estávamos nos tornando pais de dois bebês”. Sem saber que estava grávida de gêmeos, uma moça da igreja dela tentou fazer um aborto tardiamente e passou mal. No hospital, ela acabou dando à luz aos bebês, que ficaram sob os cuidados da avó.

(Fotos: Reprodução / Instagram @jburgarelli)

Porém, pouco tempo depois, ela foi diagnosticada com Alzheimer e por isso perderia a guarda dos bebês. No desespero, Jaqueline acabou levando os bebês para dentro de casa. “O que era para ser um acolhimento temporário, virou um lar. Desde então, somos nove. Mas me lembro das dificuldades do passado, de sentar no chão da sala e chorar, questionando Deus o porquê de estar sozinha naquele lugar, tão distante da minha família. Hoje, sei que eu nunca estou só”, ela finaliza.

(Fotos: Reprodução / Instagram @jburgarelli)
(Fotos: Reprodução / Instagram @jburgarelli)

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