Relato de mãe: “Dei à luz uma hora depois do médico falar que minha dor eram gases”

Ela tinha acabado de passar por uma maratona de exercícios quando começou a ter uma dor muito forte na barriga. Sem saber que estava grávida, entrou em trabalho de parto dentro de casa

Resumo da Notícia

  • Mãe dá à luz dentro de casa sem saber que estava grávida
  • A mulher estava com uma dor muito forte na barriga
  • Após chamar o médico, ele falou que ela estaria apenas com gases ou síndrome do intestino irritável
  • Uma hora depois, a filha nasceu

Charlotte Wheeler-Smith, 31 anos, tinha feito uma corrida de 7km, uma caminhada de 5km e uma sessão de treinamento com um personal trainer. Depois de tanto exercício, a advogada começou a sentir algumas dores estranhas na barriga. Sem entender muito bem o que estava acontecendo e preocupada com a própria saúde, ela decidiu ligar para o médico.

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Ela não sabia que estava grávida (Foto: reprodução Facebook)

O doutor, então, foi até a casa dela examiná-la e falou que  a dor provavelmente eram gases ou síndrome do intestino irritável. Uma hora depois dos possíveis diagnósticos, no entanto, Charlotte repentinamente entrou em trabalho de parto. A mãe, que não tinha ideia de que estava grávida, estava prestes a dar a luz. “Eu não fazia a menor ideia de que estava grávida. Os únicos sinais eram cólicas estomacais dois dias antes do nascimento. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo”, relembrou, em entrevista ao jornal Mirror.

Com um misto de sentimentos e muito assustada, ela ligou para o namorado, Dominic, que estava correndo, e depois chamou uma ambulância. Dominic voltou a tempo de ver o bebê nascendo, depois de apenas três empurrões. A garota, Evelyn Rose, nasceu no corredor do apartamento onde os dois moram, em Amsterdã. Charlotte sofreu um prolapso do cordão umbilical, o que significa que a bebê nasceu sem oxigênio.

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“Liguei de volta para os serviços de emergência e disse:‘ Vocês precisam chegar aqui agora, pessoal! ’Charlotte está parada ali, segurando as pernas. Ela empurrou uma vez e foi até a metade das panturrilhas do bebê, ela empurrou novamente e foi até os quadris. Com o empurrão final, o bebê caiu. Apenas três empurrões. Charlotte a agarrou e a passou para mim. Ela estava realmente mole e azul. Então, começamos as compressões torácicas e tentamos colocar ar nela”, relembrou o namorado, em entrevista ao jornal Mirror.

A bebê nasceu no corredor do apartamento (Foto: reprodução Mirror)

Charlotte continuou: “Eu gritei,‘ Meu Deus, é uma garotinha ’. Eu sempre quis uma garotinha – uma mini-eu. Eu olhei para ela e ela era tão linda, com cabelos escuros e cacheados. Gritei: ‘Ela está viva?’. Eu realmente pensei naquele momento que ela estava morta. Dominic tinha feito uma ressuscitação cardiopulmonar que ele lembrava de ter sido ensinado na escola primária. Ela foi levada embora em uma ambulância e nós fomos levados em outra. Eu não sabia se ela estava viva ou morta. Então a montanha-russa emocional começou. Como uma mulher que tinha acabado de ter um bebê, minhas emoções estavam à flor da pele, eu queria desesperadamente que ela sobrevivesse”.

O casal – cambaleando pelo choque de ter um bebê inesperado – enfrentou uma espera ansiosa para descobrir se Evelyn tinha dano cerebral. “Cinco dias depois, o neurocirurgião voltou e disse ao médico: ‘Você me enviou o exame correto, porque o cérebro deste bebê está absolutamente bem’. Ela não tem lesão cerebral – um verdadeiro milagre, dado a forma na qual ela nasceu. Ficamos tão aliviados que comecei a chorar. Temos tanta sorte de tê-la. Ela é um sonho que se tornou realidade”, conta Charlotte.

Relato de mãe: “Dei à luz uma hora depois do médico falar que minha dor eram gases” (Foto: reprodução Mirror)

A bebê, de duas semanas, segue no hospital, mas está se recuperando bem. Ela foi transferida da UTI para enfermaria infantil. Enquanto isso, os pais de primeira viagem – que nem sequer sabia que seriam pais – celebram cada pequena vitória.

Ela não tinha barriga de bebê e vinha menstruando regularmente. A chegada de Evelyn veio depois de um período preocupante para Charlotte, que estava acima do peso na casa dos 20 anos e temia que isso pudesse impedi-la de ter filhos. “Eu tinha 27 anos e minhas menstruações eram muito irregulares, então sabia que engravidar seria uma luta”, contou. Mas, a bebê chegou, trazendo uma alegria imensa para o casal. “Ser capaz de abraçá-la pela primeira vez quatro dias após seu nascimento foi a melhor sensação do mundo. Foi incrível e tão especial”, finaliza a mãe.

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