Relato de mãe: “Fiz cirurgia com meu bebê no útero para corrigir uma malformação”

Thaís Smocowisky descobriu que o filho tinha uma deficiência na coluna durante um ultrassom e precisou escolher entre fazer o procedimento antes ou depois do parto

Resumo da Notícia

  • Thaís Smocowisky descobriu que o filho tinha uma malformação durante um ultrassom
  • Os médicos deram duas opções: realizar o procedimento antes ou depois dele nascer
  • A mãe escolheu a primeira opção por ter melhores resultados

Foi durante um ultrassom de rotina que Thaís Smocowisky soube que o filho nasceria com uma malformação na coluna vertebral e, em decorrência disso, não conseguiria andar. As médicas explicaram que a mãe poderia seguir dois caminhos: fazer a cirurgia com o bebê no útero ou após o nascimento.

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O bebê tinha uma malformação na coluna vertebral (Foto: reprodução/UOL)

Ela optou pela primeira opção, por apresentar geralmente resultados melhores. O bebê sofria do que é conhecido como mielomeningocele e a única alternativa para corrigir a coluna seria a cirurgia.

“Eu e meu marido, o André, ficamos assustados com a notícia. Ela disse que dependendo do grau da lesão, o Theo poderia ter a parte motora comprometida, não andar, ter hidrocefalia e bexiga neurogênica, algumas das complicações da doença” contou a mãe ao UOL.

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Depois de pesquisar sobre a doença na internet, ela descobriu que a expectativa de vida de pacientes com essa condição é de 2o anos. “Foi o suficiente para não querer saber mais nada”, explicou.

O segundo “susto” da grávida veio quando soube o valor do tratamento: 110 mil reais. “Não tinha esse dinheiro. Bateu um desespero, fiquei pensando em mil alternativas para arrecadar o valor, até que um colega sugeriu de eu entrar na Justiça”.

Com essa questão resolvida, a cirurgia foi feita sem necessidade de abrir o útero, e tudo correu bem. “Meu medo não era do procedimento em si, mas do que aconteceria depois”, desabafou. Com 36 semanas, ela deu à luz Theo.

A cirurgia foi feita com o bebê ainda no útero da mãe (Foto: reprodução/UOL)

“Assim que ele nasceu, já o enfaixaram com um pano e o colocaram na incubadora de bruços. Ao examiná-lo constataram que a cicatrização não estava 100% completa e que seria necessário fazer um novo procedimento”, lembra.

Ele foi submetido a outra cirurgia com dois dias de vida e precisou ficar cerca de um mês internado por conta dos curativos. Para a mãe, cada novo dia é uma vitória: “Mesmo com um atraso comparado a outras crianças, celebramos e valorizamos cada etapa concluída pelo nosso filho”.

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