Relato de pai: “Meu desejo é que meu filho vença o câncer pela terceira vez”

Ederson Buzzato, conta sobre os desafios de se manter forte por Gabriel, que está enfrentando a doença desde os 6 anos de idade. Conheça mais sobre essa história emocionante e cheia de amor!

Resumo da Notícia

  • Pai enfrenta a luta de apoiar o filho que tem câncer
  • A rede de apoio com outras famílias que passam pela mesma situação é essencial
  • Relação de pai e filho vence qualquer tipo de desafio

A batalha contra o câncer é um grande desafio não só para o diagnosticado, mas para toda família que acompanha o sofrimento de perto e precisa ter força para manter um sorriso no rosto e levar mais tranquilidade para situação. Esse foi o caso de Ederson Buzzato, pai de Gabriel, que após ter sido diagnosticado com a doença com apenas 6 anos de idade, formou uma grande parceria e rede de apoio entre pai e filho.

-Publicidade-
Pai encontra forças no filho para manter a esperança (Foto: Arquivo Pessoal)

“O Gabriel começou a ter dor na perna esquerda. Se queixava muito, levamos ele ao hospital e nada. A dor passou. Até que uma semana depois do início da dor, eu estava fazendo uma massagem na outra perna dele e descobri um caroço. Como ele tinha uma consulta já agendada com a endocrinologista, ela mesma pediu o ultrassom. Fomos a um ortopedista depois e ele pediu uma ressonância. Me lembro de ter sido um final de semana muito triste e de muito choro. Me desestabilizou. O nascimento do Gabriel foi o dia mais feliz da minha vida, mas aquele, o dia do diagnóstico, foi o pior”, contou Ederson, sobre a primeira reação.

No entanto, diante de um novo desafio doloroso para uma criança, os pais de Gabriel precisaram criar forças para tornar a situação um pouco mais fácil. “Somos muito parceiros. Sempre fiz questão de estar junto a ele no tratamento. Ficar com ele nas internações à noite para ir trabalhar em Nova Odessa durante o dia. Vejo que isso não é muito comum. Normalmente são mães e avós que acompanham os filhos. Estar ao lado dele me dava forças”.

-Publicidade-

Quando o cabelo do garoto começou a cair, a atitude do pai não foi diferente. “Ele raspou a minha cabeça e eu, a dele. Queria mostrar que estava tudo bem”, falou Ederson, com muito orgulho. Foram dias e noites de injeções e procedimentos dolorosos, mas que a cada dia se tornavam mais esperançosos.

 

Ederson é o maior parceiro do Gabriel nos desafios do tratamento (Foto: Arquivo Pessoal)

“Hoje, o Gabriel está no terceiro tratamento, sem interrupções. Mas não perdemos a fé. Quando tudo começa, você tem uma sensação de impotência muito grande. Você nunca imagina que isso pode ou vai acontecer com o seu filho. Mas o pedido de pai e mãe para Deus tem valor e gente se apega nisso”. A família ainda conta com muito apoio, dos outros pais que passam pela mesma situação e frequentam o Centro Infantil Boldrini.

“A gente desenvolve relação, amizade mesmo, com outros pais. Eu sempre me lembro daquela mãe que me confortou logo que chegamos ao Boldrini e busco fazer o mesmo com os novos pais. Eu sinto muito quando não posso estar fisicamente com ele todos os dias no hospital, mas sei que ele sabe que estou ao lado dele. Ele é um garoto muito mais forte do que eu. Ele me ensina todos os dias. O maior desejo de Dia dos Pais só pode ser um, ter ele bem conosco”, finalizou.

-Publicidade-