Relato: Menina de 4 anos conta história sobre o próprio nascimento prematuro

Elisângela Lopes de Aquino pediu ajuda para a filha, hoje aos 4 anos de idade, para contar a sua história no “Novembro Roxo”, mês da conscientização da prematuridade.

Resumo da Notícia

  • Elisângela leu a história para a filha durante 2 meses para que ela pudesse decorar
  • Lívia, hoje aos 4 anos de idade, narrou a sua história de vida como um bebê prematuro
  • Pela primeira vez, mãe e filha visitaram a UTI que a menina ficou durante 39 dias

Lívia Lopes Magalhães nasceu com 31 semanas, no dia 24 de fevereiro de 2017, pesando 1,185 quilos e medindo 36 centímetros. Hoje, aos 4 anos de idade, a menina narrou um vídeo contando a sua história de vida como um bebê prematuro. O conteúdo é uma homenagem para o “Novembro Roxo”, mês da conscientização da prematuridade.

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“Um bebê prematuro tem que guardar em uma caixinha. Não é fácil passar por isso, independente do final… Somos todos guerreiros, e nossas mamães também…” , começou narrando Lívia enquanto aparecem imagens dela ainda bebê na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI).

Mãe relembra prematuridade da filha
Mãe relembra prematuridade da filha (Foto: Reprodução Arquivo Pessoal Elisângela)

De acordo com a mãe da criança, Elisângela Lopes de Aquino, de 39 anos de idade, Lívia escutou a mãe ler o texto durante 2 meses para conseguir narrar a história de vida como um bebê prematuro. A mulher ainda contou, durante entrevista exclusiva ao G1, sobre como foi o processo do parto, que deveria acontecer no final de abril:

“Eu fiquei muito, muito assustada. Eu só chorava. Porque era algo desconhecido pra mim, e eu pensava: ‘será que ela vai sobreviver?”, se perguntava. Elisângela contou ainda que no dia 23, dia do nascimento da filha, começou a a sentir  dores no estômago. Preocupada, ela procurou ajuda médica.

“Eu tomava medicação e tinha até o risco de perder ela também por causa da arritmia”, recorda. Foram 24h com medicação na veia e depois uma cesariana de emergência. Após cerca de 4 anos do episódio, no dia 17 de novembro, conhecido como o Dia da Prematuridade, mãe e filha visitaram o hospital que foi o lar de Lívia durante 39 dias.

“A doutora levou a Lívia para ver a UTI onde ela ficou. Desde que a gente teve alta, foi a primeira vez que entramos lá”, afirmou Elisângela.