Renato Kalil diz que a esposa tinha “irritabilidade frequente” e dá detalhes sobre última noite de Ilana

O médico falou um pouco sobre o que sabia da saúde mental da mulher em um boletim de ocorrência obtido pela UOL

Resumo da Notícia

  • Renato Kalil fala sobre morte da esposa
  • O médico falou sobre a saúde mental da mulher em um boletim de ocorrência do caso
  • O documento foi obtido pela UOL
  • Ilana foi encontrada morta na casa da família na última segunda-feira, 14 de março

O ginecologista Renato Kalil falou sobre o comportamento da esposa, Ilana Kalil, encontrada morta na madrugada de segunda-feira, 14 de março. De acordo com informações obtidas pela UOL, no boletim de ocorrência do caso, o médico falou que a esposa tinha “irritabilidade frequente” e que contava com o acompanhamento regular de um psiquiatra.

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Segundo o boletim de ocorrência, registrado na 89ª DP de São Paulo, a morte foi causada por um disparo de arma de fogo e foi registrada na Polícia Civil como suicídio consumado. Ainda segundo o documento, foi requisitado exame residuográfico em Ilana e também em Kalil, a fim de detectar vestígios que podem indicar uso de arma de fogo.

Renato Kalil fala sobre morte da esposa
Renato Kalil fala sobre morte da esposa (Foto: Reprodução/Instagram)

A polícia requisitou, ainda, que um médico legista fosse até a casa da família para “retirar qualquer dúvida quando do disparo” e também para avaliação da “possibilidade de constatação de manuseio da arma por outra pessoa”. O exame toxicológico da vítima também foi pedido.

Segundo o que o ginecologista disse á polícia, Ilana tomava remédios controlados para tratar a irritabilidade, mas nos últimos anos esses problemas estavam mais frequentes. Renato também afirmou que, no último domingo, 13 de março, horas antes da morte, os dois tinham discutido e que, durante a madrugada, ela havia ficado nervosa por conta de uma publicação no Instagram.

Publicação sobre ser censurada

Nesta segunda-feira, 14 de março, Ilana Kalil fez um post em suas redes sociais falando sobre censura horas antes de morrer. Na imagem, compartilhada em seu Instagram, ela escreveu em um fundo preto: “Fui censurada de novo. E lá vai… quem viu, viu. Quem não viu, não vai ver mais. E viva a ditadura”, escreveu ela.

Nesta segunda-feira, 14 de março, Ilana Kalil foi encontrada morta em seu apartamento aos 40 anos. Ela é esposa do ginecologista Renato Kalil, médico famoso que foi acusado de violência obstétrica pela influenciadora Shantal Verdelho no parto de sua segunda filha.

Ilana Kalil falou sobre ser censurada horas antes de morrer
Ilana Kalil falou sobre ser censurada horas antes de morrer (Foto: Reprodução Instagram @ilanakalil)

A morte de Ilana foi confirmada pela assessoria de imprensa do médico e pela Secretaria de Segurança Pública. Ela era nutricionista e instrumentadora cirúrgica. Além do marido, ela deixou duas filhas. O caso foi registrado como suicídio e está sendo investigado com os detalhes do caso preservados.

Renato Kalil é acusado de violência obstétrica por Shantal

Nesta sexta-feira, dia 10 de dezembro, um áudio de 5 minutos e alguns vídeos gravados pelo marido de  Shantal , Mateus Verdelho, foram vazados na internet. No conteúdo compartilhado, a influenciadora comentou sobre o caso de violência obstetrícia que sofreu durante o parto de 48 horas da filha caçula, Domenica, que nasceu em setembro deste ano.

Após a repercussão do caso, a influenciadora afirmou que pediu a suspensão das atividades médicas de Renato Kalil ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, foram ouvidos 18 depoimentos sobre o caso de Shantal e o marido, Mateus Verdelho. No entanto, o advogado de defesa da família, afirmou que a artista quer evitar que o médico faça novas vítimas.

“Após a descoberta de diversos crimes por ele praticados, muitos deles no exercício da medicina, significa conceder um salvo-conduto ao investigado para que pratique novos crimes, contra mais vítimas. E mais: demonstrará absoluta falta de respeito com as vítimas desses crimes, que buscam não apenas a punição do investigado pelos seus atos, mas principalmente a prevenção dessas práticas, considerando o grande sofrimento que passaram”, afirmou a petição, em nota.