Rio irá atender crianças e adolescentes com depressão depois da pandemia

O programa foi feito para prevenir possíveis problemas na saúde mental depois do isolamento social. Veja como inscrever seu filho

Resumo da Notícia

  • A saúde mental das crianças pós pandemia tem preocupado especialistas
  • Pensando nisso, o Rio terá atendimento a crianças e adolescentes que estiverem som depressão, TOC ou ansiedade
  • As questões podem tanto ter sido agravadas durante a pandemia quanto surgido nesse período
  • Veja como se inscrever
Rio irá atender crianças e jovens com depressão pós pandemia (Foto: reprodução Pinterest / Parents)

A saúde mental das crianças e adolescentes durante e após a pandemia de coronavírus tem preocupado muitos especialistas e famílias. Pensando nisso, o Ambulatório de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, no centro da cidade, criou um projeto para atender meninos e meninas de 10 a 16 anos que tenham depressão, ansiedade ou TOC (transtorno obsessivo compulsivo) piorados ou gerados pelo medo do novo coronavírus e do isolamento social.

-Publicidade-

De acordo com o que Fábio Barbirato, fundador e coordenador do ambulatório disse à UOL, o propósito é enfrentar a quarta onda, referente à possível incidência de doenças mentais. A primeira onda seria a própria pandemia, a segunda, o começo dos registros de mortes pela covid-19 e a terceira, os problemas derivados da doença. O médico contou que, em regiões que já retomaram as atividades e que enfrentaram um grande número de casos e mortes, há registros de aumento de casos de depressão e ansiedade em crianças e adolescentes. “Não só piorou, depois do isolamento social, o número de jovens que já estavam deprimidos, mas com sintomas contidos, como os que não tinham e começaram a apresentar.”, contou Barbirato, em entrevista à Agência Brasil.

Para o psiquiatra, no Hemisfério Sul não será diferente. Justamente por isso, o projeto irá fazer um trabalho preventivo antes que os casos de depressão infantil subam no Brasil. “O nosso trabalho é fazer uma triagem no nosso ambulatório, porque a pandemia começa a ter uma queda, as pessoas já começam a poder sair e, com isso, surgem preocupações e indagações que os pais têm e de certa forma começam também a transmitir isso para as crianças“, contou.

-Publicidade-

Serão atendidos 100 crianças e jovens que terão consultas por seis meses. A intenção é que os pacientes sejam acompanhados por oito anos. “Queremos ver como estarão aos 18 e 24 anos e o quanto esse quadro pandêmico atrapalhou na evolução deles.”.

As inscrições para o atendimento, que será totalmente gratuito, começaram nesta segunda, 6 de julho, e poderão ser feitar pelo telefone (21) 2533-0188 até o dia 31. Depois haverá uma triagem para verificar quem realmente tem quadro de transtorno ou se é apenas caso de uma questão de angústia passageira.

-Publicidade-