Rússia já vacinou 100 mil pessoas contra Covid-19 e deve imunizar mais 2 milhões este mês

O diretor do fundo, Kirill Dmitriev, anunciou que a meta deve ser cumprida antes de dezembro e que a medicação será aplicada a partir deste sábado, em 300 gabinetes espalhados por Moscou

Resumo da Notícia

  • A Rússia informou que já vacinou 100 mil habitantes contra o Covid-19 e que irá imunizar mais 2 milhões até o final de novembro
  • De acordo com a agência de notícias Reuters, a imunização está sendo feita com a Sputnik V, que ainda passa pelas últimas fases de teste
  • Até agora, a Sputnik V já foi distribuída nos grupos de risco, isto é, profissionais da saúde, trabalhadores da área de transporte e professores

A Rússia informou nesta semana que já vacinou 100 mil habitantes contra o Covid-19 e que irá imunizar mais 2 milhões até o final de novembro. De acordo com a agência de notícias Reuters, a imunização está sendo feita com a Sputnik V, que ainda passa pelas últimas fases de teste.

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A vacinação já começou por lá (Foto: Unsplash)

Entre os 100 mil vacinados, 25 mil são os voluntários dos ensaios clínicos da fase 3 de desenvolvimento da medicação. As outras 80 mil pessoas não fazem parte desse grupo e receberam a dose recentemente.

O diretor do fundo, Kirill Dmitriev, anunciou nesta sexta-feira, 4 de dezembro, em entrevista à BBC, que a meta de dois milhões deve ser cumprida antes de dezembro. Ele também explicou que a vacinação na capital começa neste sábado em 300 gabinetes espalhados por Moscou.

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2 milhões de russos devem ser vacinados até dezembro (Foto: Unsplash)

Até agora, a Sputnik V já foi distribuída nos grupos de risco, isto é, profissionais da saúde, trabalhadores da área de transporte e professores. Além da Rússia, outros países já receberam o imunizante ou possuem algum acordo para a sua produção, como é o caso do Cazaquistão, da Índia, da Coreia do Sul, do Egito, do Nepal e do México.

Rússia diz que vacina Sputnik V tem eficácia acima de 95% contra Covid-19

Na última semana, a Rússia anunciou que a vacina Sputnik V contra a covid-19, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Gamaleya de Moscou, tem eficácia de 95%, 21 dias após a segunda dose da vacina e 42 dias após a primeira dose. Os dados divulgados ainda são preliminares e não foram revisados ou publicados em revista científica.

A vacina ainda está na última fase de testes (Foto: Unsplash)

Segundo as informações divulgadas pelo G1, a analise dos estudos considera os dados de 18.794 voluntários vacinados, dessas 14.095 receberam a vacina, em ambas as doses. As outras 4.699 receberam uma substância inativa (placebo).

Entre as pessoas vacinadas, houve 8 casos de coronavírus em sete dias após a aplicação da segunda dose (e 28 dias após a primeira dose).  Já entre as pessoas não vacinados, houve 31 casos no mesmo período. Os números equivalem à eficácia de 91,4%. Não foram divulgados números detalhados sobre a eficácia acima de 95%.

A vacina Russa, não apresentou nenhum efeito adverso ou inesperado, até esta terça-feira, 24 de novembro. Alguns dos voluntários vacinados apresentaram apenas alguns efeitos de curto prazo, como dor no ponto de injeção e sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, fraqueza, fadiga e dor de cabeça.

Também como a vacina de Oxford, a Sputnik V pode ser armazenada em geladeira, com temperaturas de 2°C a 8°C. O que pode ser considerado uma vantagem em relação à candidata da Pfizer, que precisa ser armazenada a -70ºC durante o transporte, e da Moderna, que precisa ficar a -20ºC. A capacidade de produção da vacina Russa é de 1 bilhão de doses – o suficiente para 500 milhões de pessoas (com duas doses para cada).

 

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