Samara Felippo fala sobre consciência do racismo após nascimento das filhas: “Vivia em uma bolha”

Ela comentou que a desconstrução foi um processo e, hoje, faz questão de mostrar referências negras para Alícia e Lara

Resumo da Notícia

  • Samara Felippo falou sobre a criação das filhas e a importância de referências negras
  • Ela disse que cresceu em uma bolha, mas busca fazer diferente com Alícia e Lara
  • Para ela, é importante falar sobre o assunto e promover uma criação antirracista

Samara Felippo, aos 42 anos de idade, comentou sobre a criação das filhas diante do racismo e preconceito durante a participação no “Sexta Black”, um programa da GNT, e reforçou a importância de falar sobre esse assunto.

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Samara Felippo reforçou a necessidade de mostrar referências negras e romper com o racismo (Foto: Reprodução/Instagram/@sfelippo)

Antes da vinda de Alícia, de 12 anos, e Lara, de 8, a atriz considera que vivia em uma “bolha branca romantizada”, e revelou que por ter crescido nesse contexto, demorou um tempo para realmente ter a consciência da situação e abrir a mente.

“É um assunto delicado de eu falar. A gente cresce tão racista, que eu lembro que tive a cesárea, e uma amiga minha disse que eu saí sedada, falando: ‘E o cabelinho dela, como é?’. Até onde vai o subconsciente, entranhado na gente”, disse.

Samara garante que não culpa os pais pela criação que recebeu, uma vez que considera que eles também foram criadas por pessoas com pensamentos racistas, mas para ela isso não pode continuar e faz questão de fazer a sua parte.

“Eu espero prepará-las através do diálogo, através do não aceitar tudo, sempre duvidar, sempre questionar, sempre responder. Ao mesmo tempo em que você precisa respeitar, impõe o seu respeito como mulher preta nessa sociedade”, justifica.

Por isso, aborda uma educação antirracista, com referências negras que exaltam a cultura para que as filhas entendam que devem sonhar grande e alto. “Sempre mostrando que elas pertencem a esse mundo”, completou.