São Paulo amplia vacinação contra a gripe para toda a população: entenda

O objetivo de ampliar a vacinação da gripe ocorre por causa da baixa cobertura vacinal. Apenas 8,4 milhões de doses foram aplicadas no público-alvo. O total de pessoas que deveriam ser imunizadas era de 18 milhões

Resumo da Notícia

  • São Paulo ampliou a vacinação da gripe para todas as idades
  • A decisão foi tomada a partir da baixa cobertura vacinal em todo o estado
  • 8,4 milhões de doses foram aplicadas no público-alvo. O total de pessoas que deveriam ser imunizadas no estado eram de 18 milhões

Na próxima segunda-feira, 12 de julho, o estado de São Paulo vai ampliar a vacinação contra a gripe. Após a baixa procura pelas doses, toda a população poderá ser imunizada na semana que vem. No final de semana, o Ministério da Saúde anunciou a proposta para todos os estados e municípios.

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A imunização será realizada com as doses remanescentes, que seriam destinadas aos grupos prioritários elegíveis. Segundo dados do G1, um balanço mostrou que no dia 5 de julho apenas 45,9% da meta vacinal foi atingida.

Segundo o governo do Estado de São Paulo, 8,4 milhões de doses foram aplicadas no público-alvo. O total de pessoas imunizadas no estado deveria ser de 18 milhões. Vale lembrar ainda que os grupos prioritários também podem continuar indo aos postos de saúde. Enquanto houverem doses disponíveis, toda a população pode se vacinar.

São Paulo ampliou a vacinação da gripe para todas as idades (Foto: Freepik)

Como a vacina da gripe é feita?

No Brasil, o Instituto Butantan é responsável por ser o grande fornecedor das vacinas de influenza no sistema de saúde. De acordo com Eder Gatti, médico infectologista, pai de Vicente e Isabel, a produção do imunizante é feita a partir de ovos de galinha: “O vírus é inoculado em ovos de galinha e inativado. A vacina agrega três tipos de influenza“, explica o médico infectologista.

Para decidir qual vacina será aplicada naquele ano, ele comenta ainda que é necessário avaliar as cepas que estão em circulação. “É feito a partir de uma lógica sazonal, ou seja, existe uma vigilância global para saber quais cepas de influenza estão circulando no mundo, e isso define qual componente será usado na vacina para aquela temporada. Essa avaliação é definida anualmente por hemisfério, tanto norte, como sul”, conclui.