Sem dinheiro para gás, família usa álcool para cozinhar e sofre queimaduras graves após explosão

Benta Maciel Correa e o marido Israel Rosa estavam fazendo um almoço na casa do cunhado quando o líquido explodiu

Resumo da Notícia

  • Uma família usou álcool para cozinhar já que não tinham dinheiro para comprar gás de cozinha
  • O líquido explodiu e provocou queimaduras graves neles
  • Eles ficaram 20 dias internados no hospital

Como não tinham dinheiro para comprar um botijão de gás, uma família de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, decidiu usar álcool de cozinha para fazer a comida. A situação acabou em um acidente que resultou em queimaduras graves por todo o corpo dos membros da família. Benta Maciel Correa e o marido Israel Rosa estavam fazendo um almoço na casa do cunhado quando o álcool explodiu. Eles hoje precisam de ajuda para pagar o tratamento.

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Partes da casa e bens materiais foram atingidos pelas chamas (Foto: Reprodução / G1)

“Era aniversário do meu cunhado, não tinha botijão de gás, só faltava cozinhar o feijão. Meu marido estava com o galão de álcool na mão, quando coloquei o fogo com o papel e o galão explodiu”, explicou Benta. O caso aconteceu no dia 7 de agosto e os vizinhos levaram as vítimas de queimadura ao Hospital de Queimaduras de Anápolis, onde ficaram internados por 20 dias.

Benta explicou o momento e disse que as chamas se espalharam rapidamente e atingiram a sobrinha de 10 anos que estava perto dos dois. “Só lembro que o fogo pegou primeiro no meu cabelo. Minha sobrinha, que passava perto da gente, também se queimou. Eu e meu esposo ficamos na UTI’, ressaltou.

As pomadas e protetores do tratamento tem um preço muito elevado (Foto: Reprodução / G1)

A família já está em casa, porém ainda segue tratamento médico. Um dos maiores problemas é o preço das pomadas e protetores, que eles só contam com a ajuda de parentes para comprar. Benta é doméstica e o marido é entregador, mas estão impossibilitados de trabalhar. “Nossas pomadas são manipuladas e custam mais de R$ 200. Temos que passar por no mínimo três meses, de duas em duas horas, porque a pele não pode repuxar. Contamos apenas com ajuda da família”, explicou.