Semana Mundial de Aleitamento Materno: mitos e verdades sobre amamentação

Com o tema “Fortalecer a amamentação: educando e apoiando”, fica mais do que claro que para a amamentação acontecer de maneira saudável, é preciso que a mãe tenha acesso à informação e conhecimento

Resumo da Notícia

  • Durante os dias 1 a 7 de agosto é celebrada a Semana Mundial do Aleitamento Materno
  • Neste ano, o tema da SMAM é "Fortalecer a amamentação: educando e apoiando"
  • Para reforçar que amamentação é um assunto que demanda a necessidade de ter informação, respondemos mitos e verdades sobre o aleitamento materno

A amamentação é um dos momentos mais importantes para a mãe e o bebê. Além de possibilitar uma construção maior do laço materno, é um ato responsável por fortalecer o sistema imunológico do bebê e também melhorar a saúde da mulher. Mães que amamentam têm menos chance de desenvolver depressão pós-parto, câncer de ovário e mama e também apresentam menos riscos de desenvolver diabetes tipo II após a gravidez.

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A Organização Mundial da Saúde e a UNICEF se uniram para organizar a Semana Mundial de Aleitamento Materno, que acontece todos os anos entre os dias 1 e 7 de agosto. Desta vez, o tema da SMAM é “Fortalecer a amamentação: educando e apoiando”, e traz consigo a importância da informação para que a amamentação aconteça de maneira saudável tanto para a mãe, quanto para o bebê.

Segundo a OMS, os bebês devem ser alimentados por leite materno até os 6 meses e, quando completarem 2 anos de idade, o leite deve ser um complemento à alimentação. Pensando nisso, a Doutora Andreia Friques, nutricionista e presidente da Associação Brasileira de Nutrição Materno Infantil, fez uma lista de mitos e verdades sobre amamentação.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno acontece entre os dias 1 e 7 de agosto todos os anos para incentivar a amamentação
A Semana Mundial de Aleitamento Materno acontece entre os dias 1 e 7 de agosto todos os anos para incentivar a amamentação (Foto: iStock)

Após rachaduras no peito, é preciso deixar de amamentar?

MITO! Se a mama rachar, é necessário que a mãe procure um médico. Deixar de amamentar não é recomendado, pois existe um risco grande de empedrar o leite. A solução para esse problema, geralmente, é a correção da pega do bebê. Dessa maneira, o momento da mamada deixa de ser algo doloroso e a aréola não corre mais riscos de ser exposta a machucados.

O excesso de leite pode causar mastite

VERDADE! A mastite é uma inflamação das glândulas mamárias, portanto o ideal é que o leite não se acumule. Caso isso aconteça, a mãe deve extrair o excesso de leite e, caso ela queira, doar para os bancos de leite. Fazer massagens também ajuda a diminuir os riscos.

Não amamentei meu primeiro filho, não vou conseguir amamentar o segundo

MITO! Caso você esteja na segunda gestação, mesmo que você não tenha conseguido amamentar seu primeiro filho, vale à pena tentar amamentar o segundo. A falta de informação e rede de apoio são fatores que influenciam muito a dificuldade para amamentar. Em sua nova tentativa, busque uma consultora de amamentação para te auxiliar a entender melhor o processo.

Não tenho bico de seio para amamentar

MITO! A amamentação deve acontecer independente do formato do bico do seio da mãe. Plano ou invertido, o segredo é apenas um: a pega correta. Ela deve ser sempre na aréola, e não no bico do seio. A parte de cima da aréola tem que ficar mais visível do que a de baixo, os lábios do bebê devem estar em formato de peixinho e, quando ele suga, o seio da mãe vai para dentro da boca dele.

Existe uma posição ideal para amamentar

VERDADE! Já dissemos uma vez, mas vamos repetir: a pega correta é o segredo. A boca do bebê deve ficar bem aberta e encaixada na aréola, com os lábios para fora. Assim, ele conseguirá sugar o leite e você não sentirá dor. Além disso, existem outras maneiras de posicionar o bebê no seu colo para que o momento fique mais confortável para vocês dois.

Existe leite fraco

MENTIRA! Não existe leite fraco. Quando um bebê precisa de complementação no aleitamento, isso acontece por outros motivos: efetividade da mamada e de volume de leite que a mãe produz. “Existem muitos fatores que podem interferir em uma boa ingesta de leite: pega inadequada, língua presa, amamentação com horário controlado, cirurgias de mama, questões de saúde da mãe ou do bebê”, explica Cinthia Calsinski, mãe de Matheus, Bianca e Carolina, enfermeira obstetra, consultora de amamentação e colunista da Pais&Filhos.