“Situação do coronavírus na América Latina deve aumentar e piorar”, afirma diretora regional de OMS

Carissa Etienne mostrou o que pode acontecer na região americana do continente nos próximos dias até que a contaminação comece a diminuir. Ela também sugeriu formas de prevenção da doença

Resumo da Notícia

  • Carissa Etienne participa de coletiva de imprensa sobre coronavírus
  • Ela é a diretora da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) e diretora regional da OMS (Organização Mundial da Saúde) para as Américas
  • Em entrevista, ela faz projeções sobre o futuro da doença na região
  • Além disso, sugere formas de retardar o aumento dos casos
Diretora regional da OMS participa de coletiva de imprensa e alerta sobre a importância do isolamento social (Foto: Getty Images)

Em uma coletiva de imprensa, a diretora da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) e diretora regional da OMS (Organização Mundial da Saúde) para as Américas, Carissa Etienne, disseram que a pandemia do coronavírus irá “aumentar e piorar” na América antes de começar a melhorar.

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Segundo ela, o número de casos de coronavírus na região começou a aumentar, de fato, na última semana. Ontem 2.836 pessoas haviam morrido em decorrência da covid-19 e 163.068 casos oficiais foram registrados. No Brasil foram registrados 1.138 novos casos de ontem para hoje, somando 5.717 no total.

Carissa reforçou a importância de medidas preventivas para retardar o aumento do número de casos, ressaltando a questão do isolamento social. “Os países precisam decidir quais medidas de distanciamento social precisam ser implementadas e como. Isso inclui o cancelamento de reuniões de massa, fechamento de escolas e empresas, teletrabalho e medidas de permanência em casa voluntárias ou legalmente exigidas. Tais medidas podem parecer drásticas, mas são a única maneira de impedir que os hospitais sejam sobrecarregados por muitas pessoas doentes em pouco tempo. As medidas devem ser implementadas o mais rápido possível após a determinação do cenário de transmissão”, disse.

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Ela relembrou, ainda, a necessidade de governos preparados para o que está por vir, que foquem em investimentos para melhorar o sistema de saúde. “Os governos nos níveis nacional e local devem organizar os sistemas de saúde com base na hipótese de que suas áreas serão afetadas. Este vírus não foi e não será interrompido por fronteiras desenhadas em mapas”, disse. “Essa pandemia é séria e precisamos fazer o possível para mitigar o impacto dela no nosso povo”.

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