Soldado brasileiro que foi lutar na Ucrânia morre na guerra e deixa 7 filhos

André Luiz Hack Bahi, de 43 anos, tinha ido à Ucrânia como voluntário contra os ataques da Rússia. Bahi é pai de sete filhos e já morou no Ceará

Resumo da Notícia

  • De acordo com o Itamaraty, é confirmada a morte de gaúcho em guerra entre Ucrânia e Rússia
  • André Luiz Hack Bahi, de 43 anos, tinha ido à Ucrânia como voluntário contra os ataques da Rússia
  • Bahi é pai de sete filhos e já morou no Ceará

Segundo informações do jornal Correio do Povo, o Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta quinta-feira, 9 de junho, a morte de André Luiz Hack Bahi, de 43 anos. O homem faleceu em território ucraniano, ao participar do confronto entre Ucrânia e Rússia. Ainda de acordo com o portal jornalístico, o Itamaraty alegou que a confirmação veio por meio da Embaixada do Brasil, localizada em Kiev.

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“O Ministério das Relações Exteriores recebeu, por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, confirmação do falecimento de nacional brasileiro em território ucraniano em decorrência do conflito naquele país e mantém contato com familiares para prestar-lhes toda a assistência cabível, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local”, diz nota do Itamaraty, segundo o Correio do Povo.

Em complemento, o Ministério disse que não recomenda o deslocamento de brasileiros à Ucrânia. “Assim como tem feito desde o começo do conflito, o Itamaraty continua a desaconselhar enfaticamente deslocamentos de brasileiros à Ucrânia, enquanto não houver condições de segurança suficientes no país”, alertou.

Brasileiro morto na Ucrânia
Brasileiro morto na Ucrânia (Foto: Reprodução / Instagram / André Kirvaitis)

André Luiz Hack Bahi tem sete filhos, já morou no Ceará e já foi integrante da Legião Estrangeira, do exército francês. Bahi foi à Ucrânia como voluntário, onde participou na defesa contra a Rússia. Em entrevista concedida ao jornal Correio do Povo, a Tatiane Hack, irmão de André, falou sobre o caso. “Ele tinha esta vontade de estar lá ajudando. Tantas vezes brigávamos no grupo da família, e ele nos xingava, dizendo que se continuássemos pedindo para ele voltar, ele sairia do grupo, porque era o desejo dele. Ele adorava, amava o que estava fazendo”, finalizou.