Taís Araujo fala sobre fama de ‘metida’: “Tive que levantar meu nariz, senão seria atropelada”

Em conversa com Giovanna Ewbank e Fernanda Paes Leme, a atriz comenta sobre caso de racismo que já sofreu por colega de profissão e comenta sobre detalhes da vida pessoal

Resumo da Notícia

  • A atriz participou do "Quem Pode, Pod" que foi ao ar nessa terça-feira do dia 2 de agosto
  • Ela falou sobre racismo e representatividade
  • Taís Araujo é mãe de Maria Antônia e João Vicente

Taís Araujo foi a quinta convidada do “Quem Pode, Pod” podcast apresentado por Giovanna Ewbank e Fernanda Paes Leme. O episódio foi ao ar nessa terça-feira, do dia 2 de agosto, e se tratou de uma conversa sobre temas como vida pessoal, projetos profissionais futuros, a relação com a família e, pautas necessárias, como racismo e representatividade. Tudo isso sob a perspectiva da atriz, que é mãe de Maria Antônia e João Vicente, fruto do relacionamento com o ator Lázaro Ramos.

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Taís Araujo participou do "Quem Pode, Pod" e revelou caso de racismo que sofreu por colega de profissão
Taís Araujo participou do “Quem Pode, Pod” e revelou caso de racismo que sofreu por colega de profissão (Foto: Reprodução/Instagram/@gioh_oficial)

Logo no início da conversa, Giovanna Ewbank diz sempre ter admirado o trabalho de Taís Araujo, porém comenta já ter escutado comentários de que a atriz seria ‘metida’. Em resposta, Taís Araujo afirmou em tom de brincadeira: “Sou. Sou mesmo. Eu escuto isso desde que saí da maternidade, o pessoal olhou e falou: ‘Nossa, que garota metida’. Desde sempre”.

Ela continua: “Confesso que na minha infância e na minha adolescência, fatalmente, eu tive que levantar o meu nariz, porque senão seria atropelada. Eu fui criada sempre num lugar muito branco e muito de elite. Então, se eu não me impusesse, eu ia ser atropelada por todo mundo e eu não estava afim de ser atropelada por ninguém”.

Ela relembrou de um caso de racismo que vivenciou por um colega de profissão, em que teve uma resposta cirúrgica sobre a situação: “Uma vez, um ator lá na Globo virou pra mim e falou: ‘Engraçado, eu não conheço nenhum negro bem sucedido que não seja prepotente e arrogante’. Aí eu virei para e falei: ‘Vem cá, Tostines [o biscoito] vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? Será que é você que não está acostumado a ver negros em lugares de poder e você só entende negros em lugar de subserviência? Se não estiver subserviente a você, você acha que é prepotência. Será que é o seu olhar?’. Ele não teve resposta”.

Taís Araujo também comentou sobre o contexto social do Brasil e a visão que tem para o presente: “É muito difícil para o brasileiro, sim, encarar um mulher negra de frente, sem tachá-la de metida, prepotente e arrogante. É um olhar que não está acostumado, mas vai ter que se acostumar”, diz ela precisamente.

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