Thais Fersoza passa por cirurgia para reparar diástase abdominal após gravidez: entenda a condição

A atriz compartilhou um vídeo no canal do YouTube onde contou um pouco sobre o que passou. Nós te explicamos mais sobre a doença

Resumo da Notícia

  • Thais Fersoza passa por cirurgia para reparar diástase abdominal após gravidez
  • Ela contou o que passou em um vídeo no canal do YouTube
  • Especialistas explicam mais sobre a condição

Thais Fersoza usou o canal do YouTube recentemente para falar sobre uma cirurgia que fez para reparar uma diástase abdominal. Essa condição acontece porque durante a gravidez o corpo passa por diversas transformações, podendo resultar na diástase abdominal, que é o afastamento dos músculos.

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Thais Fersoza conta que precisou fazer cirurgia para reparar diástase abdominal (Foto: Reprodução / Instagram @tatafersoza)

“Tive diástase abdominal, foi muito séria e me incomodava muito. Eu sentia dores e quase não podia fazer exercício físico. Conforme eu fazia abdominal, que eu ia para frente, ele ia abrindo e cada vez mais ia abrindo. Foi muito ruim para mim. No meu caso, eu precisei fazer cirurgia. Fiz a cirurgia no início de 2018. Foi muito importante para mim, mesmo”, começou ela contando, no vídeo.

“Tem uma foto no meu Instagram, eu mostrando como estava o meu corpo, e vocês já viram em outras fotos como está meu corpo agora. Em 2018, eu fiz a cirurgia para corrigir a diástase. Foi muito importante para mim, por uma questão de autoestima, pelas dores, por qualidade de vida”, continuou Thais, que é mãe de Melinda e Teodoro, frutos do relacionamento com Michel Teló.

“No meu caso, foi necessário, mas existem algumas pessoas que não precisam, que têm uma diástase pequena ou que acham que têm, mas é uma distensão abdominal”, explicou Thais, que ensinou as internautas a fazerem os exercícios hipopressivos, que, segundo ela, são ótimos para corrigir a diástase”, explicou a atriz. Você pode assistir o vídeo completo no final da matéria.

O que é diástase abdominal?

A diástase abdominal é quando acontece um aumento da pressão intra-abdominal, afastando os músculos. No caso das grávidas, com o crescimento do útero, pode estirar os músculos abdominais e, devido à frouxidão da linha alba e dos retos abdominais separados, um espaço de até 10 cm pode surgir entre os dois ventres do músculo reto ao final da gestação. “A diástase é a principal causa de flacidez abdominal e dores lombares pós-parto e deve ser prevenida e/ou tratada para que não cause danos maiores à saúde”, orienta Bianca Vilela, mestre em fisiologia, palestrante e fundadora da Bianca Vilela Saúde e Performance, e filha de Regina e Ildemar.

Thais Fersoza compartilhou algumas fotos dela antes da cirurgia (Foto: reprodução Instagram)

Apesar de ser algo que acontece internamente, a diástase abdominal traz alguns sintomas externos. Além da barriga estufada, o principal sintoma é uma saliência na linha alba acima ou abaixo do umbigo. Geralmente, pode ser notado ao contrair ou flexionar o tronco. Além disso, dores na região lombar também pode ser um alerta para o problema.

A diástase pode trazer riscos à saúde?

Infelizmente, sim. Os mais comuns, segundo a fisiologista, são: fraqueza muscular, dores nas costas e alterações na postura, além de causar outros problemas associados como, por exemplo, incontinência urinária e fecal e queda da autoestima.

“Além da insatisfação estética de abdome estufado e barriga com aparência de ainda ‘gestante’ que é sem dúvida a queixa principal das mulheres. Estudos revelam que quatro em cada dez mulheres relatam persistência de LBPP (dor lombar pélvica) meio ano após o parto”, reforça.

O tratamento é feito a partir dos exercícios certos e direcionados, além da reorganização e recuperação do corpo, é possível reverter a diástase. Portanto, é importante tonificar a musculatura abdomino-perinea, favorecer a estabilidade espinhal, adequar a postura, prevenindo qualquer tipo de hérnia, regular fatores respiratórios, entre outros, mas sempre com a orientação de um profissional.

O problema não pode ser ignorado!

Se a diástase for diagnosticada e ignorada, Rô Nascimento, educadora física especializada em gestantes e puérperas, faz um alerta para o que pode acontecer com o corpo: abdômen fraco e com um buraco, dor na região lombar, fraqueza no assoalho pélvico, perda de urina ao rir, tossir, espirrar, pular e agachar, dor na relação sexual e prisão de ventre. “O ideal é fazer um trabalho de prevenção, mas é possível recuperar no pós-parto e mesmo algum tempo depois”, explica.