Tiro que tirou a vida de jovem grávida em Junho foi disparado por policial militar

O Ministério Público denunciou 4 policiais por adulterar a cena do crime e mentir em depoimentos

Resumo da Notícia

  • A jovem Kathlen Oliveira Romeu morreu no dia 8 de Junho
  • Segundo as investigações um policial militar havia feito o disparo
  • Ainda não se sabe a identidade do policial

A jovem Kathlen Oliveira Romeu, 24, morreu no dia 8 de junho por um tiro de fuzil. Segundo testemunhas o disparo veio de um policial militar, que segundo as investigações não foi identificado. Nesta tarde o Ministério Público denunciou 4 policiais por adulterar a cena do crime e mentir em depoimentos, além de um oficial que se omitiu diante da ação dos subordinados

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Segundo o Ministério Público, os policiais denunciados teriam alterado a cena do crime para simular um conflito entre policiais e traficantes que não ocorreu. O objetivo seria ocultar responsabilidades dos agentes no homicídio. O viúvo de Kathlen foi quem divulgou a informação sobre a conclusão da investigação policial.

“Para esse laudo (da Polícia CIvil) sair foi muita luta. Mas a luta segue, só descansaremos até os responsáveis estarem presos”, escreveu Marcelo Ramos, que trabalha como tatuador. Em entrevista a TV Globo a mãe da vítima, Jaqueline Romeu, também falou sobre a investigação policial.

Kathlen estava grávida de 4 meses na época
Kathlen estava grávida de 4 meses na época (Foto: Reprodução/Instagram)

“Estou começando a ter um pouco de esperança, porque a verdade está sendo revelada; a verdade da minha mãe, a verdade das testemunhas”, declarou. “E a verdade é uma só: o Estado assassinou a minha filha.”. O crime ocorreu no Complexo do Lins, comunidade na zona norte, de onde a jovem havia se mudado pouco tempo antes porque queria se afastar da violência. Kathlen estava grávida de quatro meses.

Naquele dia, ela foi à favela visitar a avó, que caminhava ao seu lado quando um tiro de fuzil acertou o tórax da neta. Tanto a avó de Kathlen quanto várias outras testemunhas afirmaram, desde o dia do crime, que o tiro partiu da PM. Vídeo gravado por moradores mostra os policiais mudando a cena do crime.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o capitão da PM Jeanderson Correa Sodré, o terceiro sargento Rafael Chaves de Oliveira e os cabos Rodrigo Correia de Frias, Claudio da Silva Scanfela e Marcos da Silva Salviano. Segundo a denúncia, os cinco retiraram cartuchos deflagrados pela polícia da cena do crime antes da chegada da perícia ao local. Ainda segundo o MP, os agentes colocaram no lugar doze cartuchos calibre 9 milímetros deflagrados e um carregador de fuzil 556 com dez munições intactas.