Turma da Mônica: novo filme conquista a família toda pela nostalgia e importância da amizade

A trama do longa, apesar de simples, reforça a importância da amizade, da confiança e dos laços entre as crianças do bairro do Limoeiro

(Foto: Divulgação/Serendipity)

Era um plano realmente infalível. Transformar as histórias que marcaram uma geração completa, presentes na memória de qualquer brasileiro, em filme para as telonas do cinema. Que criança nunca sonhou em ver a Mônica e sua turma em carne e osso? Ou passou horas a fio lendo os quadrinhos de Mauricio de Sousa depois de convencer os pais a comprarem mais um gibi na banca de jornal da esquina da casa?

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Quando a notícia de que a Turma da Mônica ganharia uma versão em live-action invadiu as redes sociais no ano passado, o sentimento de nostalgia foi automático. O longa Turma da Mônica: Laços, que estreia dia 27 de junho, traz os personagens criados por Mauricio de Sousa há mais de 50 anos e é baseado na obra homônima lançada em 2013 pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, que se tornou a graphic novel brasileira mais vendida do país. Sou um adulto que leu os gibis do Mauricio quando criança e sempre me perguntei por que os personagens da Turma da Mônica nunca tiveram uma versão em filme. Quando li Laços, é que tive o estalo de como eles poderiam ser de verdade e pensei em dar vida àquilo, já que este mundo fez parte da minha história pessoal desde a infância. Passei um ano correndo atrás disso quando, na Comic-Con, soube que o Mauricio também tinha interesse e fui bater na porta dele para dar a ideia e me oferecer como diretor. Foi um casamento imediato”, conta Daniel Rezende, diretor do filme, em entrevista exclusiva à Pais&Filhos.

(Foto: Divulgação/Serendipity)

Os atores Giulia Barreto, a Mônica, Kevin Vechiatto, o Cebolinha, Gabriel Moreira, o Cascão e Laura Rauseo, a Magali, são os responsáveis por dar vida aos personagens mais famosos dos quadrinhos brasileiros. A trama, apesar de simples, reforça a importância da amizade, da confiança e dos laços entre as crianças do bairro do Limoeiro. Cebolinha bola mais um de seus “planos infalíveis” (que sempre falham) para roubar o coelho de pelúcia da Mônica e finalmente poder se tornar o dono da rua. A história muda de rumo após o desaparecimento de Floquinho, cachorro de Cebolinha, quando a turma se junta e parte em uma grande aventura para encontrá-lo. Cada um deles, com habilidades distintas, vão ajudar a levar o cãozinho de volta pra casa.

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“O filme é sobre o desaparecimento do Floquinho, o cachorro do Cebolinha, que, aliás, foi o primeiro selecionado para o elenco. É um filme para as crianças, para a família. Claro que há adaptações para o cinema, mas estamos sendo bastante fiéis com os gibis para que todos os que também cresceram lendo possam ver suas infâncias nas telas”, diz Daniel.

(Foto: Divulgação/Serendipity)

A nossa turma

O visual dos protagonistas está bem parecido com a turma dos gibis, assim como as características que mais marcam cada personagem. Uma diferença é que desta vez eles usam sapato — o que até serviu de piada para um momento do filme. “Em casa, eu ganhei o apelido de Limãozinho, porque eu era muito azeda. Quando era bebê, vinham fazer carinho em mim e eu rosnava. Mas hoje, eu já estou mais calminha”, brincou Giulia, durante a coletiva de imprensa do filme, feita hoje em São Paulo. Gabriel também contou que não é muito chegado nos banhos e Laura revelou que é bem comilona — inclusive, precisava trocar de figurino até sete vezes durante as filmagens, de tanto que sujava as roupas com comida. “Eu como, como e não engordo”, confessou a menina.

(Foto: Divulgação/Serendipity)

“O principal critério para a seleção do elenco foi a similaridade entre as personalidades da turma dos quadrinhos com as características dos candidatos. Nós não queremos – e nem conseguiríamos – moldar a espontaneidade dessas crianças àquilo que já existe na ficção. Por isso, buscamos o que havia de mais próximo entre o mundo real e a criação do Mauricio e estamos muito empolgados com os escolhidos”, conta Daniel.

(Foto: Divulgação/Serendipity)

“Eu duvidava que pudessem encontrar atores e crianças que conseguissem transmitir as emoções e características das personagens dos gibis para o cinema. Mas o Daniel conseguiu tornar um sonho em realidade”, conta Mauricio de Sousa.

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