“Um bebê sem respirar embaixo dessa lama”, desabafa mulher que busca por criança em Petrópolis

Fortes chuvas em Petrópolis, no Rio de Janeiro, causaram graves deslizamentos que deixaram mortos, feridos e inúmeros desaparecidos. Algumas pessoas, como é o caso de Gisela Arcaminate, procuram por seus familiares e conhecidos sozinhos

Resumo da Notícia

  • Após encontrar o corpo da filha desaparecida, a mãe que buscava pela jovem com uma enxada está ajudando parentes a achar um bebê de 1 ano
  • Uma forte chuva causou deslizamentos graves em Petrópolis, no Rio de Janeiro, na última terça-feira
  • "Um bebê sem respirar embaixo dessa lama" desabafou Gisela Arcaminate

Após as fortes chuvas que aconteceram em Petrópolis na última terça-feira, 15 de fevereiro, e os deslizamentos de terra causados por elas, famílias agora procuram por seus entes queridos que desapareceram com as enxurradas. Entre eles, está Gisela Arcaminate, mãe da adolescente Maria Eduarda.

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Gisela estava procurando pela filha com uma enxada junto de outros parentes e amigos, mas infelizmente, na última quarta-feira, 16 de fevereiro, encontrou o a menina já sem vida no meio dos escombros. “Minha filha era a coisa mais linda que tem no mundo”.

Agora, ela ajuda um parente e a esposa dele a procurarem pela filha de 1 ano do casal, que desapareceu durante as chuvas. “Um bebê sem respirar embaixo dessa lama, você consegue? Eu já estou perdendo as esperanças”, contou ao jornal O Globo.

Comunidade em Petrópolis é evacuada após novo deslizamento
Após encontrar a filha sem vida, mãe que buscava pelo corpo da jovem com enxada ajuda parentes a encontrar bebê que está desaparecido (Foto: Reprodução / g1)

Relembre o caso

As chuvas em Petrópolis deixaram muitas vítimas desaparecidas, e até agora 67 mortes foram confirmadas, e em meio aos desaparecimentos, Maria Eduarda, uma jovem de 17 anos não foi encontrada ainda. A mãe, Gisele que mora no Morro da Oficina no bairro Alto da Serra usou uma enxada para procurar a filha.

“Minha filha está soterrada. A filhinha dele de 1 aninho está soterrada. A mãe da minha afilhada também. Cadê os bombeiros? Eles iam esperar o dia clarear [para retomar o trabalho]. Estou toda machucada, fui lá em cima. Só os moradores estão aqui. Sumiu tudo! É revoltante, é nossa família que está aí”, lamentou, em entrevista à Band TV.

“A cidade se encontra devastada, um passivo do ponto de vista estrutural gigantesco. Uma situação muito difícil. Petrópolis já tinha sido vítima de muita chuva no mês de janeiro e agora veio essa chuva maior”, disse o prefeito Rubens Bomtempo (PSB) em entrevista exclusiva à Band.