Uma a cada 16 crianças nascidas no Brasil são registradas sem o nome do pai na certidão

O levantamento feito pela Associação Nacional dos Registradores Civis de Pessoas Naturais (Arpen), mostrou que só neste ano, 6,31% das crianças nascidas no Brasil não foram registradas com o nome do progenitor

Um levantamento feito pela Associação Nacional dos Registradores Civis de Pessoas Naturais (Arpen), mostrou que, só neste ano, 6,31% das crianças nascidas no Brasil não foram registradas com o nome do progenitor na certidão de nascimento.

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Durante o primeiro semestre de 2020, foram registrados 1.280.514 nascimentos de crianças brasileiras em Cartórios de Registro Civil. Desse total, 80.904 têm apenas o nome de suas mães nas certidões de nascimento. Os dados são da Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC Nacional), plataforma de dados administrada pela Arpen-Brasil.

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Ainda de acordo com a Arpen Brasil, no ano de 2019, essa taxa também ficou em torno de 6%. Em 2018, foi um pouco mais baixa, de 5,74%, mas ainda nessa faixa.

Presença dos pais

A cada ano, no Brasil, cerca de 6% das crianças que nascem, não têm o nome do pai. Esses dados mostram que apesar do movimento pela paternidade ativa tenha ganhado força nos últimos anos, ainda estamos muito longe de atingir esse ideal entre as famílias brasileiras. E os números falam apenas dos pais que não registram os filhos. Ainda é preciso lidar com os homens que registram os filhos, mas, na prática, deixam a criação inteira a cargo da mãe.

(Foto: Getty Images)

Donas dos lares

As famílias no Brasil são cada vez mais chefiadas por mulheres. Solteiras, casadas, divorciadas ou viúvas, elas demonstram a força da presença feminina e da ausência paterna na educação dos filhos. Prova disso é que, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) as brasileiras empregadas dedicam mais tempo aos cuidados de casa do que os homens desempregados.

O número de famílias chefiadas por mulheres mais que dobrou em quinze anos. Segundo um estudo feito pelos demógrafos Suzana Cavenaghi e José Eustáquio Diniz Alves, coordenado pela Escola Nacional de Seguros, a porcentagem de mulheres que tomam as principais decisões saltou de 14,1 milhões, em 2001, para 28,9 milhões, em 2015.

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