Uma mesma pessoa pode contrair o coronavírus duas vezes?

Os cuidados diante da pandemia são fundamentais para evitar um quadro mundial pior, mas o infectologista João Prats afirma que, uma vez contraída a doença, o corpo fica imune

Resumo da Notícia

  • O coronavírus é uma doença respiratória transmitida através de gotículas
  • Uma vez que você contrai a doença, o corpo cria imunidade e não é possível ser contaminado novamente
  • Assim como a gripe, o vírus pode sofrer mutação e voltar a atingir a mesma pessoa
  • Nesse caso, o grau será mais leve
Não é possível ser infectado duas vezes pela doença (Foto: reprodução)

Com o surto do coronavírus, várias dúvidas surgiram em relação ao assunto. Devido a gravidade da situação, que está considerada uma pandemia, uma das perguntas mais frequentes é se há a possibilidade de uma mesma pessoa contrair a doença duas vezes. Isso surgiu depois que uma japonesa que já havia recebido alta foi diagnosticada com o coronavírus. 

Conversamos com João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, filho de João e Ana Lúcia para esclarecer essa questão e explicar o que é ou não possível. “Nós não acreditamos em uma reinfecção da doença, os casos que aconteceram são pontuais, são pessoas que ficaram com o vírus no nariz por um tempo mais longo”, garante. Ou seja, provavelmente a pessoa não se curou totalmente, mas reduziu os sintomas e algo fez com que a situação voltasse a piorar. 

 O especialista diz que após ser infectado, o corpo cria imunidade, o que impossibilita que contraia uma segunda vez. “Mas isso não impede que esse vírus sofra uma mutação e ano que vem volte um pouco diferente, igual é com a gripe. Nesse caso, a pessoa pode contrair de novo o coronavírus, mas será mais leve por ter uma imunidade maior”, completa. 

O vírus pode, porém sofrer mutação e voltar a infectar a mesma pessoa (Foto: Unsplash)

O especialista destaca que o Brasil se encontra na terceira fase de transmissão, conhecida como comunitária, quando o vírus já circula livremente no país. Por isso, os casos tendem a subir. Mas ele reforça: “Medidas já estão sendo tomadas, principalmente em relação ao isolamento domiciliar, para separar doentes de não doentes e poder ‘achatar’ a curva de crescimento da pandemia e evitar sobrecarregar o sistema de saúde”. 

Sendo assim, é fundamental continuar seguindo as recomendações do Ministério da Saúde para conter a disseminação. Gisele Cristina Gousen, infectologista da UNIFESP e CRT/Aids, mãe de Guilherme relembra quais são elas: 

  • Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel
  • Evitar tocar os olhos, nariz e boca, sem higienização adequada 
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes
  • Cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar, com o cotovelo flexionado ou utilizando um lenço descartável, que deve ser jogado no lixo, após o uso
  • Ficar em casa e evitar contato com as pessoas quando estiver doente
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies trocados com frequência

 

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