Uma pessoa com coronavírus pode ter contaminado mais três no início epidemia no Brasil

A afirmação vem de um estudo que foi conduzido por cientistas do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP, da Universidade de Oxford e do Imperial College de Londres

Resumo da Notícia

  • Estudo aponta que cada pessoa infectada com o novo coronavírus no Brasil infectou, em média, outras três com a doença
  • O estudo foi publicado nesta sexta
  • Ele foi feito em conjunto com várias universidades
  • Entenda a pesquisa

Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira, 31 de julho, na revista especializada “Nature Human Behaviour”, do grupo “Nature”, e divulgada pelo portal G1 mostra que, entre 25 de fevereiro e 31 de maio, cada pessoa infectada com o novo coronavírus no Brasil infectou, em média, outras três com a doença. A pesquisa foi conduzida por cientistas do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP, da Universidade de Oxford e do Imperial College de Londres.

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Estudo mostra índice de transmissão do coronavírus no Brasil (Foto: Getty Images)

O estudo descreve as características epidemiológicas da doença no país. De acordo com o que foi apresentado, o Brasil teve uma taxa de transmissão mais alta do que muitos países, como Itália, França, Reino Unido e Espanha, cujas estimativas ficaram entre 2,5 e 2,6. Isso significa dizer que, nesses países, uma pessoa infectada contaminava, em média, entre 2 e 3 outras.

Apesar disso, os cientistas afirmaram que, como os valores são uma média, os índices do Brasil podem se aproximar, na prática, daqueles dos países europeus. “Também observamos a rápida disseminação da Covid-19 pelo país, com municípios mais populosos e com melhor conexão sendo afetados mais cedo e municípios menos populosos sendo afetados em um estágio posterior da epidemia“, ressaltaram os cientistas.

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