Vacina contra Alzheimer inicia testes em humanos

Os resultados dos testes são esperados para o ano de 2023

Resumo da Notícia

  • Uma vacina contra Alzheimer e demência está sendo desenvolvida pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e pela Universidade de Flinders, na Austrália
  • A vacina começa já começou a ser testada
  • A fase iniciou em um laboratório na Finlândia

Mais um avanço para a ciência! Cientistas desenvolveram vacina contra Alzheimer, e segundo a biofarmacêutica sueca Alzinova, elas irão iniciar a fase de testes em humanos já neste mês. O estudo será realizado na Finlândia, local onde ocorrem testes clínicos da vacina e já conseguiram o primeiro paciente.

-Publicidade-

A empresa está desenvolvendo um imunizante, que estimula a produção de anticorpos, para combater a doença, com o objetivo de combater cadeias de proteínas que podem provocar manifestações do Alzheimer.

Alzheimer
Testes de vacina contra Alzheimer já estão sendo testadas em humanos (Foto: Reprodução / TIMOTHY RITTMAN / AFP)

“É muito gratificante que o ALZ-101 tenha agora entrado em testes clínicos em uma área com uma necessidade médica tão grande não atendida”, afirmou Kristina Torfgård, CEO da Alzinova AB, em nota à imprensa.

“Estamos ansiosos para continuar o desenvolvimento deste potencial tratamento modificador da doença com o objetivo de longo prazo de tratar e prevenir o início e a progressão desta doença devastadora”, continuou.

A pesquisa conta com a participação de 26 voluntários que se encontram no estágio inicial da doença. Será utilizado uso de duas dosagens diferentes por 20 semanas.

Os cientistas esperam avaliar também a resposta imunológica do corpo à vacina após múltiplas doses, bem como analisar uma série de biomarcadores associados ao Alzheimer.

O laboratório também informou que os testes serão realizados aleatoriamente. De forma que os participantes e a equipe técnica não saberão quem tomou a vacina ou não. Cada participante receberá quatro doses de ALZ-101 ou placebo.

Segundo os cientistas, nenhuma outra vacina ou remédio em progresso conseguiu combinar a prevenção das placas beta-amiloides (Aβ) e das proteínas tau hiperfosforiladas em um só medicamento. Assim, a boa resposta dos camundongos foi tida como um sinal positivo para os pesquisadores.

“Nossa abordagem visa cobrir todas as bases e superar os obstáculos anteriores na busca de uma terapia para diminuir o acúmulo de moléculas de Aβ/tau e atrasar a progressão do Alzheimer em um número crescente de pessoas em todo o mundo”, explicou Nikolai Petrovsky, outro membro da equipe.