Vacina contra Covid-19 pode ser liberada ainda este ano, segundo pesquisadora de Oxford

Sarah Gilbert disse que a possibilidade da imunização estar disponível já em 2020 existe, mas não é certeza

Resumo da Notícia

  • A vacina desenvolvida pelos pesquisadores de Oxford é uma das mais avançadas no mundo
  • A chefe das pesquisas avaliou que não se pode garantir a liberação da imunização até o fim do ano
  • A Organização Mundial da Saúde considera que ainda há um longo caminho a percorrer

A vacina contra o Covid-19 que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford poderá ser liberada até o final deste ano, “Mas não há absolutamente certeza sobre isso”, disse a principal desenvolvedora do projeto, Sarah Gilbert, em entrevista para a Rádio BBC, nesta terça-feira, 21 de julho.

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Vacina pode ficar pronta esse ano (Foto: Getty Images)

“A meta do final do ano para ter a vacina disponível é uma possibilidade”, disse a pesquisadora. A vacina, licenciada pela AstraZeneca, produziu uma resposta imune satisfatória nos ensaios clínicos iniciais que foram divulgados ontem, 20 de julho. Para que a vacina seja liberada é necessário que ela passe pelos testes avançados em laboratório, além de que seja fabricada em larga escala e que os órgão reguladores deem uma licença de uso emergencial. “Todas essas três coisas têm que acontecer e se juntarem antes que possamos começar a ver uma grande quantidade de pessoas vacinadas”, disse ela.

Os pesquisadores esperam que até setembro, 1 milhão de doses da vacina sejam produzidos. Atualmente, os testes avançados estão sendo feitos no Brasil e na África do Sul, já que é necessário que o nível de contaminação esteja alto para medir a eficiência da imunização. “O crucial é que tenhamos um número suficiente de pessoas expostas ao vírus que também tenham a vacina para que possamos ter um julgamento adequado sobre se ela evita a doença e permanece segura”, afirmou o professor de Medicina,  John Bell, à BBC.

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A vacina de Oxford e AstraZeneca é uma das principais candidatas ao sucesso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), embora exista “Um longo caminho a percorrer”, segundo a Organização.

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