Vacina da covid-19 para crianças: respondemos as perguntas mais feitas pelos brasileiros no Google

A pesquisa pelo termo “vacinação infantil covid” saltou +3.500% nos últimos 90 dias por aqui e nós tiramos as principais dúvidas sobre o assunto

Resumo da Notícia

  • A pesquisa pelo termo "vacinação infantil covid" no Google saltou +3.500% nos últimos 90 dias no Brasil
  • Os brasileiros também estão buscando por algumas perguntas específicas sobre o tema
  • Nós, da Pais&Filhos, respondemos as principais delas

A vacinação infantil contra a covid-19 começou há cerca de um mês atrás no Brasil. Muito antes do início da imunização, no entanto, os brasileiros já começaram a pesquisar sobre o assunto no Google. Segundo dados enviados para a Revista Pais&Filhos pela empresa, a pesquisa pelo termo “vacinação infantil covid” saltou +3.500% nos últimos 90 dias. O termo “vacinação infantil“, por sua vez, cresceu +1350% no mesmo período.

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As perguntas relacionadas à vacinação contra o coronavírus também saltaram. A pedido da Pais&Filhos, a assessoria do Google enviou as principais questões das famílias sobre o tema e nós vamos respondê-las para vocês!

Vacina da covid-19 para crianças: respondemos as perguntas mais feitas pelos brasileiros no Google
Vacina da covid-19 para crianças: respondemos as perguntas mais feitas pelos brasileiros no Google (Foto: Getty Images)

1. “Como fazer o cadastro da vacina infantil?”

A fila e o cadastro não é algo organizado de forma centralizada pelo Ministério da Saúde. Sendo assim, cada estado (ou até mesmo cidade) pode definir a melhor forma de organizar essa ordem e necessidades. Para acompanhar como está acontecendo na sua região, fique sempre atento ao noticiário local e ao site do governo.

Apesar de não existir nenhuma obrigação ou regra vinda por meio do Governo Federal, a maioria das cidades brasileiras não estão exigindo um cadastro prévio para a vacinação infantil contra a covid-19. Mesmo assim, a dica é sempre buscar informações antes de se dirigir até o posto para evitar desconfortos ou gastar tempo atoa.

2. “Vacina covid infantil, o que levar?”

Antes da aprovação da vacinação infantil contra a covid-19 houve uma discussão a respeito da necessidade de uma recomendação prévia de um médico ou um atestado para receber o imunizante. Essa possibilidade, no entanto, foi tirada de questão antes mesmo da aprovação das doses no Brasil. Hoje, de forma geral, para vacinar seu filho, você vai precisar apenas de um documento, preferencialmente com foto, e o número do CPF dele. As únicas exceções a essa regra são em casos de crianças com alguma imunodeficiência ou quando não são os pais que vão levar a criança para vacinar.

No caso de crianças com imunodeficiência, é preciso um documento que comprove o quadro de alguma forma, para receber a vacina da Pfizer. Já em situações em que a criança vai até o posto acompanhada de um adulto que não seja os pais ou responsáveis legais, é necessário um documento que prove que o responsável legal está de acordo com a imunização. O formato do termo varia de região para região. Mais uma vez, a dica é sempre buscar informações regionais em lugares confiáveis antes de sair de casa, para evitar ficar sem algum detalhe importante.

Algumas cidades, ainda, estão pedindo também certos documentos adicionais, que podem ser:  carteira de vacinação da criança, o cartão do SUS comprovante de residência ou algum cadastro ou pré-cadastro em sistema digital (on-line) da prefeitura.

3. “O que precisa para vacinar crianças?”

A recomendação é sempre levar consigo um documento com foto e o número de CPF da criança, seguindo as orientações da pergunta anterior. Além disso, buscar detalhes sobre a sua região em jornais locais ou sites oficiais do governo e município.

4. “O que a Pfizer diz sobre a vacina infantil?”

O fabricante já fez uma série de testes, como regulamentado e necessário, para a aprovação da vacinação infantil contra a covid-19. “Nos baseamos em estudos publicados para análise da comunidade científica mundial. Sem estudos, não usaremos vacinas. Então para outros laboratórios aplicarem vacinas em crianças, devem comprovar eficácia e segurança, como a Pfizer já comprovou”, explica Dr. André Laranjeira de Carvalho, pai de Sofia e Manuela, formado e especializado pela Universidade de São Paulo, Pediatra do Hospital Albert Einstein.

5. “Quando começa a vacina infantil?”

A aplicação de doses da vacina infantil contra a covid-19 começou há um mês atrás. A primeira criança que recebeu a dose foi o Davi,  um indígena xavante de 8 anos que mora em Piracicaba, no interior do estado de São Paulo, no dia 14 de janeiro.

6. “Qual a melhor vacina para criança?”

Atualmente tanto a vacina da Pfizer quanto a da Coronavac estão disponíveis para crianças.

7. O que a OMS diz sobre a vacina infantil?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomendou o uso da dose pediátrica da vacina da Pfizer contra a Covid-19 para crianças de entre 5 e 11 anos e garantiu que o imunizante é seguro também para este grupo. Quanto a Coronavac, a organização ainda está analisando os dados. Atualmente, a organização internacional aguarda que a Sinovac, farmacêutica desenvolvedora do imunizante, envie mais dados sobre a vacina para que a análise possa ser concluída.

8. O que os infectologistas falam sobre a vacina em crianças?

Desde o início da pandemia da Covid-19 existem estudos para a vacinação em crianças, e a imunização só foi liberada depois de atender os critérios necessários para atestar sua segurança e eficácia. Então, de acordo com o Dr. André Laranjeira de Carvalho, pai de Sofia e Manuela, formado e especializado pela Universidade de São Paulo, Pediatra do Hospital Albert Einstein, sim, a vacina é segura.

O médico explica que os estudos feitos mostram que não houveram efeitos colaterais graves. “Quando observamos o efeito vacinal na vida real, após milhões de doses aplicadas, atestamos que a vacina em criança realmente é segura”, afirma.

De acordo com o pediatra, uma pesquisa do órgão americano CDC – (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) informou que os efeitos colaterais em mais de 98% dos casos foram leves como febre e dor local. Os outros 2% foram efeitos graves como vômitos e mal estar. “Houveram cerca de 12 casos de miocardite com a vacina da Pfizer após 8,5 milhões de doses, o que dá menos de 0,0001% de risco. Esse número é compatível com os efeitos mais sérios de vacinas conhecidas como gripe, meningo B, HPV e tríplice viral”. Para saber mais informações sobre a recomendação de médicos e a vacinação infantil contra a covid-19, basta acessar nossa matéria completa sobre o assunto.

9. “O que pode acontecer com a vacina na criança?”

Como dito na pergunta anterior, não há riscos graves de vacinar as crianças com as doses aprovadas no Brasil contra a covid-19. As crianças que não se vacinarem, no entanto, podem pegar coronavírus, transmitir e em alguns casos até morrer, principalmente aquelas com comorbidades. O pediatra André Laranjeira de Carvalho explica que há um estudo do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP que aponta: as crianças que mais internam e morrem de Covid-19 são aquelas com comorbidades, principalmente neurológicas, cardiológicas, imunológicas, sindrômicas.

“A criança não vacinada também pode ter um quadro respiratório pulmonar grave, o que pode levar à uma miocardite – inflamação do músculo cardíaco causada por uma infecção viral, de 10 a 15 vezes mais grave do que quando vacinada”, acrescenta Raquel. Ou seja, até o momento, os benefícios da vacina sobrepõem os riscos.

10. “Onde levar as crianças para vacinar contra a Covid-19?”

A recomendação é levar seu filho no Posto de Saúde mais próximo da sua casa. Antes de se direcionar ao local, não se esqueça de separar os documentos e ver como está funcionando a vacinação na sua cidade, para evitar transtornos.