Vacina da Covid-19 pode atrasar em São Paulo após demora no teste de eficácia

O resultado em 9 mil voluntários mostrou que a Coronavac é segura, porém a eficácia só será comprovada entre novembro e dezembro, diz o diretor do Instituto Butantã

Resumo da Notícia

  • A vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantã, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, se mostrou segura durante a testagem em massa
  • Os dados de eficácia só serão divulgados entre novembro e dezembro, meses depois do previsto
  • O atraso vai refletir nas datas previstas pelo governador João Doria, que pretendia iniciar a aplicação do medicamento até o final de 2020

O governo de São Paulo informa que a vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantã, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, se mostrou segura durante a testagem em massa. Embora a boa notícia seja um avanço na última fase de testes, os dados de eficácia só serão divulgados entre novembro e dezembro, meses depois do previsto.

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A vacina só atenderá 20% da população no inicio (Foto: Unsplash)

A segurança do imunizante ficou provada com base nos 9 mil voluntários brasileiros, assim como já indicam os resultados da testagem na China, onde 50 mil pessoas receberam a dose do medicamento. A análise de eficácia, outro ponto obrigatório para a liberação da vacina, porém, precisa do resultado com os 13 mil habitantes do estado, o que só irá acontecer até o fim deste mês.

(Foto: Unsplash)

O atraso vai refletir nas datas previstas pelo governador João Doria, que pretendia iniciar a aplicação do medicamento até o final de 2020. “Já temos os dados de segurança dessa etapa, eles são muito parecidos com os chineses (estudo em que mais de 90% dos voluntários não tiveram eventos adversos).São esses dados que vou detalhar na segunda. Eficácia ainda não dá para falar porque temos de esperar as pessoas terem contato com o vírus. Pela minha impressão, acho que teremos dados conclusivos mais para o fim do ano, entre novembro e dezembro”, explica o diretor do Butantã, Dimas Covas, ao Estadão.

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