Vacina da Pfizer tem intervalo entre doses reduzido para 21 dias

A informação passa a valer a partir desta quarta-feira, 15 de setembro, e diminui o intervalo entre as doses de 90 para 21 dias. O objetivo é frear o vírus da variante Delta

Resumo da Notícia

  • O intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer diminuiu
  • Agora, é preciso esperar somente 21 dias para se imunizar
  • A decisão passa a valer a partir desta quarta-feira, 15 de setembro

O Ministério da Saúde informou que, a partir desta quarta-feira, 15 de setembro, o intervalo entre a primeira e a segunda dose do imunizante Pfizer diminuiu de 90 para apenas 21 dias. O principal objetivo dessa medida é baixar a quantidade de casos da variante Delta.

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“A partir do dia 15 só. Era doze semanas, agora serão oito semanas. Então, a partir do dia 15 há como assegurar vacinas para isso. Se, por ventura, a AstraZeneca, por conta de questões operacionais faltar, eventualmente, pode se usar a intercambialidade. Agora, o critério não pode ser ‘faltou um dia já troca’, senão a gente não consegue avançar”, disse o ministro da Saúde.

Intervalo entre doses da vacina Pfizer diminui de 90 para 21 dias (Foto: Freepik)

O que sabemos sobre a variante Delta

A propagação da variante Delta no Brasil vem preocupando a comunidade científica. Apesar da falsa sensação entre os brasileiros de que a pandemia do coronavírus já está sob controle, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a cepa que surgiu na Índia pode ser dominante por aqui. A transmissão local da nova variante já é realidade em alguns estados do Brasil, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

“A variante Delta mostrou ter uma capacidade de transmissão maior em comparação com outras variantes preocupantes, como a alpha ou a gama; mas até o momento não existem evidências que permitam inferir um comportamento mais agressivo ou severo dessa variante. Claro que, se o número de casos aumenta, também aumenta a proporção daqueles que podem ser graves ou exigir internação hospitalar”, alertou Jairo Mendez Rico, assessor regional em Enfermidades Virais da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e da OMS, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Além disso, a variante Delta do coronavírus passa de uma pessoa para outra mais rapidamente do que o ebola, um resfriado comum, a gripe sazonal e o sarampo e é tão contagiosa quanto a catapora, de acordo com um relatório dos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês) publicado pelo jornal The Washington Post. Segundo o documento, a infecção causada por essa cepa produz uma quantidade de coronavírus nas vias aéreas dez vezes maior do que em pessoas infectadas com a variante Alfa, que também é altamente contagiosa.