Vacina para coronavírus da Universidade de Oxford é segura e eficaz, defende pesquisa
A renomada revista científica, The Lancet, trouxe boas notícias sobre os resultados dos testes realizados em 1.007 pessoas e falou dos anticorpos para a doença
Resumo da Notícia
- A vacina está sendo produzida pela Universidade de Oxford
- A revista científica The Lancet disse que a imunização é segura e eficaz
- Os testes foram realizados em 1.007 pessoas
- Veja os detalhes das três fases dos testes
De acordo com a renomada revista científica, The Lancet, a vacina para coronavírus que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, é segura e capaz de desenvolver anticorpos para a doença. Os resultados dos testes, realizados em 1.077 pessoas, foram divulgados e trouxeram esperança.
A partir dos dados do estudo, realizados entre 23 de abril e 21 de maio, em parceria com o laboratório AstraZeneca, a imunização produziu os anticorpos e glóbulos brancos capazes de atuar contra o vírus. Até o momento, a vacina não apresentou efeitos colaterais graves.
Segundo a pesquisa, a vacina é uma das mais promissoras contra o coronavírus e está na terceira e última fase dos testes clínicos. A etapa dos testes em voluntários acontecerá simultaneamente no Reino Unido, Brasil e África do Sul. Serão 50 mil pessoas, sendo deste 5.000 brasileiros, dois mil em São Paulo, dois mil na Bahia e mil no Rio de Janeiro.
Sobre as duas primeiras fases, foi analisado a segurança da vacina e também os possíveis efeitos colaterais. O estudo apresentou sintomas leves como fadiga, dor muscular, febre e dor de cabeça, que pode ser reduzida com o uso de paracetamol.
Andrew Pollard, principal autor do estudo da Universidade de Oxford, explicou sobre a capacidade de produzir uma reação do sistema imunológico: “Esperamos que isso signifique que o sistema imunológico se lembre do vírus, para que nossa vacina proteja as pessoas por um período prolongado. No entanto, precisamos de mais pesquisas antes de confirmarmos que a vacina protege efetivamente contra a infecção por Sars-CoV-2 e por quanto tempo dura a proteção”, concluiu.