Vacina russa contra coronavírus será produzida no Brasil: veja como irá funcionar

O chefe do fundo soberano da Rússia, Kirill Dmitriev, confirmou o desenvolvimento no país após a primeira imunização ser registrada na manhã desta terça-feira, 11 de agosto

Resumo da Notícia

  • A primeira vacina contra o novo coronavírus foi registrada pela Rússia
  • Kirill Dmitriev confirmou a produção no Brasil
  • João Doria, governador do estado de São Paulo, também deu informações sobre o desenvolvimento no país
  • A fabricação pode começar em novembro

A Sputnik V, vacina contra o novo coronavírus registrada pela Rússia na manhã desta terça-feira, 11 de agosto, será produzida no Brasil e fabricada na América Latina em novembro. De acordo com o chefe do fundo soberano do país, Kirill Dmitriev, será necessário ainda a aprovação regulatória.

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A vacina não será produzida em São Paulo por enquanto (Foto: Getty Images)

João Doria, governador de São Paulo, afirmou em entrevista na Rádio Bandeirantes que, por enquanto, a vacina não será produzida em São Paulo. Ele explicou ainda que seguirá concentrado com a produção da CoronaVac, desenvolvida entre a parceria do laboratório chinês Sinovac com o Instituto Butantan.

Segunda Dimas Covas, diretor da instituição paulista, a vacina pode ficar disponível para produção em outubro. A resposta irá depender dos resultados da terceira fase dos testes para ser aplicada em humanos. Em julho, ele disse que a Rússia procurou o Instituto Butantan para uma parceria na produção da Sputnik V. Dimas pediu mais dados técnicos sobre o imunizantes, mas até o momento não teve retorno.

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A Rússia registrou a primeira vacina contra o coronavírus

Nesta terça-feira, 11 de agosto, o Ministério da Saúde da Rússia registrou a primeira vacina de coronavírus do mundo, a Sputnik V. Ela foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou e testada em humanos por um pouco menos de dois meses. O anúncio foi dado pelo presidente do país, Vladimir Putin.

Os dados científicos do processo ainda não foram divulgados (Foto: Getty Images)

De acordo com especialistas, a produção acelerada chega a ser preocupante e causa dúvidas na segurança e eficácia da vacina, além da possível supressão de etapas do processo. Segunda dados da CNN, até o momento a Rússia não divulgou nenhum dado científico sobre o teste da vacina.

Em uma teleconferência ao vivo, o presidente disse que todos os processos foram seguidos à risca e espera em breve fazer a produção em massa da vacina. “Uma vacina contra o novo coronavírus foi registrada pela primeira vez no mundo nesta manhã. Eu sei que ela funciona de maneira bastante eficaz, formando uma imunidade estável. Somos os primeiros a registrá-la. Espero que o trabalho dos nossos colegas estrangeiros também se desenvolva, e muitos produtos vão aparecer no mercado internacional”.

Putin explicou ainda que uma das filhas já foi vacinada e apresentou a temperatura um pouco elevada, por causa dos efeitos colaterais, mas já está bem. “Depois da primeira injeção, a temperatura dela foi a 38ºC. No dia seguinte, em torno de 37ºC. Após a segunda injeção, a temperatura ficou um pouco mais alta, mas foi isso, depois voltou ao normal. Agora ela se sente bem”.

Mikhail Murashko, ministro da Saúde do país, afirmou que a vacina é segura e eficaz e com isso, a pasta está nos preparativos para uma campanha de imunização em massa a partir de outubro. A partir deste período, os testes clínicos do governo estarão concluídos e os primeiros a receberem a dose serão os profissionais da saúde e idosos. Qualquer custo do medicamento será coberto pelo estado.

Sputnik V

Kirill Dmitriev, CEO do RDIF, explicou que o nome “Sputnik V” é uma referência ao primeiro satélite do mundo: “Acreditamos que a vacina é incrivelmente segura. Testei em mim mesmo e não vimos efeitos colaterais significativos”. A terceira fase dos testes irá começar na quarta-feira, 12 de agosto, e é esperado que a vacina também seja produzida no Brasil. “A produção na América Latina vai começar em novembro, sujeita à aprovação regulatória”.

A produção da vacina na América Latina irá começar em novembro (Foto: Getty Images)

Ele disse ainda que já foram fechados acordos internacionais para produção de 500 milhões de doses anualmente, além dos pedidos de 20 países por 1 bilhão de doses da vacina. Uma fonte do governo russo disse que a base do imunizante é feita de adenovírus, com partes do Sars-Cov2.

As autoridades do país e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estão analisando o processo da pré-qualificação da agência para a substância. O porta-voz da OMS, Tarik Jaserevic, disse que: “Estamos em contato próximo com as autoridades de saúde russas e há discussões em andamento com relação a uma possível pré-qualificação da OMS para a vacina. Mas pré-qualificação de qualquer vacina inclui revisão rigorosa e avaliação de todos os dados necessários de segurança e eficácia”.

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