Varíola dos macacos: especialista diz que o risco para população segue sendo baixo até o momento

Segundo a OMS, os casos registrados de pacientes infectados, não tem nenhuma relação com viagens feitas por eles nos últimos dias

Resumo da Notícia

  • Foi registrado o primeiro caso de varíola do macaco no Reino Unido
  • O paciente infectado não realizou nenhuma viagem para locais onde o vírus se espalhou
  • Segundo a OMS, até o momento são 92 casos confirmados em 12 países

A Europa está registrando cada vez mais, casos de contaminados por varíola do macaco. A nação do Reino Unido tem casos que não tem nenhuma ligação com pessoas que viajaram para África Ocidental (onde tem casos frequentes da Varíola do macaco), segundo a assessora médica-chefe da Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido, Susan Hopkins.

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“Estamos encontrando casos que não têm contato identificado com um indivíduo da África Ocidental, que é o que vimos anteriormente neste país. Estamos detectando mais casos diariamente” falou Susan para a BBC.

Um dos principais sintomas do vírus é a erupção cutânea (Foto: Reprodução/ Domínio público via Wikipedia)

Segundo a Segurança Sanitária, outros números serão divulgados na segunda-feira, dia 23 de maio. O último boletim que se tem é de 20 casos na sexta-feira, 20 de abril. “O risco para a população em geral continua sendo extremamente baixo neste momento, mas acho que as pessoas têm de estar alertas” disse a especialista.

No sábado, dia 21 de maio, Israel e Suíça também confirmaram as primeiras pessoas infectadas em cada território.

Sobre a ‘varíola do macaco’

O vírus da ‘varíola dos macacos’ é semelhante ao vírus da varíola, uma condição erradicada do mundo e que tem vacina. Nos casos que são mais graves, existem tratamentos com antivirais e uso de plasma sanguíneo daqueles imunizados.

A contaminação não é considerada grave, pois a taxa de mortalidade é 1 caso a cada 100 diagnóstico. No entanto, a primeira vez que a varíola de macaco foi registrado em grande escala em vários países fora do continente africano.

A doença é transmitida por via respiratória. Mesmo com vários casos, os especialistas não veem o surto como motivo de preocupação.

Os primeiros sintomas apresentados nos casos são febre, dor no corpo, nas costas, dor de cabeça, exaustão, inchando nos linfonodos, calafrios e bolinhas que aparecem pelo corpo, principalmente na região do rosto, pés e mãos (elas viram crostas e caem).

OMS dá nota sobre a Varíola do Macaco
OMS deu nota sobre a Varíola do Macaco (Foto: Freepik)