Veja os relatos das mães ucranianas que se refugiaram com os filhos após ataques da Rússia ao país

De acordo com a Unicef, 15 crianças morreram desde o início da guerra. Além disso, cerca de 30 estão feridas e centenas de outras traumatizadas com a violência

Resumo da Notícia

  • Mães relataram fuga das tropas Russas na Ucrânia
  • A Unicef já contabilizou 15 mortes de crianças
  • Pessoas do sexo masculino precisam permanecer no país em defesa da guerra

Mães ucranianas relatam fuga com os filhos para se protegerem dos ataques da Rússia à Ucrânia. De acordo com a Unicef, 15 crianças morreram, até o momento, desde o início da guerra. Além disso, cerca de 30 estão feridas e centenas de outras traumatizadas com a violência.

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Julia, de 32 anos, faz parte da lista de mães que fugiram com os filhos para outros países próximos. “Ele está muito assustado, chorando o tempo todo. Eu só quero proteger meu filho. Eu realmente quero que ele tenha uma vida melhor”, de acordo com o g1. 

Já Katerina, é mãe de três filhos, e está em Lviv vivendo em um porão. “As sirenes de ataque aéreo estavam ficando ligadas direto e as pessoas receberam orientação a ir para abrigos. Por alguns dias eu e meus filhos continuamos indo, não sei quantas vezes. Mas quando os russos estavam bem próximos, quase na cidade, pegamos o trem e fugimos”, disse ela sobre as tropas russas que estavam se aproximando da cidade onde morava, em Zaporizhzhia.

Mães ucranianas relatam fuga com os filhos após ataques da Rússia ao país
Mães ucranianas relatam fuga com os filhos após ataques da Rússia ao país (Foto: Reprodução / Yara Nardi / Reuters)

Sofia também está se escondendo em uma estação de metrô e convivendo com outras mães. “É terrível ver quantas crianças estão aqui. Nós queremos viver como um país normal. Eu espero que toda essa violência e crueldade terminem logo”, disse ela.

“Vi mulheres dando à luz aqui, no porão. Muitas que estavam fazendo cesariana tiveram que descer para o porão assim que o alarme soou. Elas não conseguiram sequer repousar. Estamos vivendo um verdadeiro inferno. Nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer no século 21″, afirmou Alena, que precisou ficar internada por duas semanas devido a complicações na gravidez e acordou com o som de uma explosão na região.

Na Ucrânia, pessoas do sexo masculino são obrigadas a permanecer no país para defender a pátria. Por conta disso, as mães fogem com os filhos para abrigos e países vizinhos para se protegerem dos ataques.